segunda-feira, 6 de abril de 2026

[ACSdL] CONTO - Ghouls, a história dentro da história.

Serra do Lago (ES), 23 de Julho de 2009, 21:40

— Quem é que teve a brilhante ideia de acampar à margem da linha férrea abandonada com previsão de chuva, mesmo? — ironizava Lorraine.

— Foi o Renato. — Imogen apontava com indiferença, enquanto torcia os próprios cabelos loiros.

— Achei que seria divertido... — Renato, com a camisa molhada, ficava ainda mais engraçado, já que ostentava uma barriga notória. — Além do mais, Lorraine... você é quem curte essas paradas... Achei que a Imogen ia reclamar muito mais...

— Ah, seu gordo barriga de bosta... — Lorraine se irritava. — Acha que eu não sei por que você insistiu tanto nesse acampamento idiota, né? Espera só que eu falo em voz alta.

— Coé? Vai jogar baixo assim? — Renato reclamou, visivelmente amedrontado.

Imogen pareceu não perceber...

— Tá tudo bem, gente... Se não fosse esse programa maluco, provavelmente eu estaria em casa sem fazer nada mesmo.

— Tá vendo? — Renato apontou. — A Imogen não tá achando ruim.

Lorraine ajeitou a mecha verde molhada sobre seus inúmeros piercings.

— Dessa vez eu vou deixar passar.

— Você não é normalmente tão nervosa assim, Lorraine. Pelo menos não com a Ramona.

— É que pelo menos a Ramona eu conheço bem... sem querer ofender. Eu imaginei que você fosse o tipo dondoca. Porque você é... — Lorraine procurou as palavras.

— Loira, da família Montgomery-Brooklet? Recém-emigrada da Inglaterra? — Imogen ironizou, em seu português quase sem sotaque.

— É... tipo isso. — Lorraine respondeu.

— Se me permite o elogio — interpelou Renato —, vocês são mais legais que a Ramona, que chama tudo de fascismo ou machismo... ou os dois.

Imogen pareceu ficar curiosa.

— Essa Ramona... qual é a dela? Ela estuda no mesmo Colégio que eu, mas preferiu me apresentar à vocês da escola pública.

— Ela é da única das famílias que bem acessível em geral, diferente dos outros mauricinhos.

— Diferente daquele mongoloide do teu primo — Renato pontuou.

— Quem? — Imogen se fez de desentendida. — O Monty?

— É. — Ele respondeu, rindo.

Irritada, Lorraine bateu palmas.

— Isso, Renato. Você ganha muitos pontos com ela esculachando o primo dela.

— Foi mal... — ele se emendou, percebendo a idiotice que fez.

— Tá tudo bem. Eu mal o conheço. — falou Imogen. — Mas não faça isso de novo. Ele não tem culpa de ser assim.


Renato chegou a um ponto com dois eucaliptos mais frondosos e falou:

— É aqui. Lugar perfeito pra acampar.

— Que se foda. — A voz de Lorraine saiu como um bufo de frustração.

Imogen deu de ombros.

Renato começou a montar o acampamento. Abriu a barraca com facilidade e então decidiu iniciar a fogueira — e foi aí que deu problema.

— Madeira muito úmida... — ele cochichou mais para si do que para as meninas.

— Claro, porque um gênio ignorou a previsão do tempo! — Lorraine bufou. — Espera, acho que eu trouxe álcool.

— Quem traz álcool pra um acampamento? — Imogen indagou. — É o meu primeiro acampamento... afinal, sei nem do que estou falando. — Se emendou.

— Quem disse que é álcool etílico? — Lorraine sacou absinto da bolsa. — É álcool de curtir.

— Pinguça... — murmurou Renato.

— Até parece que você não bebe. — Ela ironizou.

Imogen riu.

— Mas tem álcool o bastante aí pra acender?

— 65% de álcool. — Ela sacudiu a garrafa.

— Bem, eu vou procurar lenha seca. — falou Renato. — Talvez tenha no posto velho. — Ele apontou para a ES-481.


Ambas ficaram em silêncio, olhando a luz alaranjada do colégio além da neblina, na colina cheia de eucaliptos, além do posto, da rodovia e do córrego.

— Se importaria de vir comigo, Imogen? — perguntou Renato.

— Não. — ela respondeu, meio aérea, ainda achando a paisagem familiar e um tanto etérea.

— É sério? Não tem como ficar mais na cara? — A voz de Lorraine saiu carregada de ironia.

— Qual é a tua, Lorraine? Tá bem? — Renato indagou, insatisfeito.

Imogen se adiantou, caminhando na escuridão.

— Nada... vai lá... Só tenta não estragar tudo com sua musa dos peitão. — Lorraine falou com desdém, tirando proveito do afastamento da gringa.

— Coé?!

— Ah, o que ela tem demais, Renato? Vai me dizer que é só por causa dos peitos grandes?

Renato ficou em silêncio.

— Eu não acredito nisso... É só por isso. Eu não sei por que eu espero muito mais dos homens... — ela arfou com indignação.

— Eu vou indo... não posso deixar a Imogen na escuridão.

Ele se afastou rapidamente para acompanhá-la.

— Até parece que essa cheerleader vai olhar pra um pançudinho como você do jeito que você merece... — a voz de Lorraine soou para si mesma como um desabafo, com Renato e Imogen já longe.


Ambos caminhavam pela pastagem ao redor do trilho, em silêncio, com Renato tentando pensar em algo para puxar conversa. Imogen esfregava os braços pelo frio e pela umidade.

— Aceita um casaco? — ofereceu Renato.

— Não. Tô de boa. — Ela respondeu, desinteressada.

— Desculpa te trazer pra cá... A ideia era enturmar você. Devia ter ouvido a Lorraine.

— Tá de boa. E não é a primeira vez que tentam ficar a sós comigo porque estão interessados em mim.

Renato ficou vermelho.

— Eu... não... sa-sabia... que...

— Tranquilo. Não tô interessada, mas eu não tinha amigos em Malmesbury... então vir pra cá foi uma forma de tentar recomeçar... E vocês são legais.

— Uau... tomei um fora sem nem chegar a dar uma cantada... Acho que essa é a humilhação definitiva... — ele suspirou, aborrecido.

Imogen riu.

— Você é engraçado. Devia olhar mais pra Lorraine. Ela claramente gosta de você.

— A Lorraine? Aquela punk maluca? Coé... — Renato sorriu, achando que era brincadeira. Mas logo percebeu que Imogen falava sério. — Espera... você acha mesmo?

— Sim. O jeito que ela fica irritadiça e abrasiva quando eu tô perto... é inegável.

— Uau... eu nunca notei... ma-mas eu gosto de você, Imogen.

Imogen riu de novo.

— Você me conhece há 36 horas... não tem como gostar de mim. Você gostou dos meus peitos. E tá tudo bem. Sério.

— Caralho... eu não fazia ideia de que eu era tão transparente... sério.

— É... muito. Não é um “não” definitivo. É só que eu não me envolvo de cara com ninguém sem conhecer... a não ser que eu encha a cara de absinto. — Ela ironizou.

Ele riu.

— Então eu acho que vou achar as lenhas mais secas que puder achar... — ele riu — assim economiza bebida.

Imogen balançou a cabeça, achando graça.

— Eu... — Renato ia dizer algo quando Imogen interrompeu:

— Espera... ouviu isso?

Renato assentiu negativamente. Eles já estavam na entrada do posto. Ele estava fechado — ou melhor, abandonado de forma lenta, como tudo ali. O lugar parecia suspenso no tempo: placas apagadas, vidro embaçado por dentro, uma luz âmbar pulsando fraca em um dos postes. O cheiro era estranho — uma mistura de combustível velho, ferrugem e algo orgânico demais para ser ignorado.

— Não deve ser nada... — Renato falou, tentando soar confiante, mais para si do que para ela. — ...E parece ter umas toras de eucalipto ali perto daquele caminhão. Parecem secas.

Imogen hesitou por um instante. O som que ouvira — se é que ouvira — ainda ecoava na cabeça dela, como uma memória que se recusa a se formar por completo. Mesmo assim, seguiu.

O cascalho estalava sob os pés. Cada passo parecia alto demais.

Ao chegarem perto da van, o ar ficou mais pesado. Não era só cheiro — era densidade. Como se o espaço ali estivesse saturado de algo invisível.

— Estão secas... maravilha! — exclamou Renato, forçando entusiasmo. — A única coisa ruim é esse cheiro de metano...

Imogen não respondeu. Seus olhos estavam fixos no chão.

— Aquilo é... sangue? — sua voz saiu mais baixa do que ela pretendia.

Renato olhou.

— Segura que eu vou dar uma olhada. — Renato ainda não havia desistido, na cabeça dele, ia demonstrar seu valor pela coragem, mesmo estando certo de que provavelmente não era nada. Desde as mortes de 2004, quando ainda era criança pré-puber, nada acontecia na cidade. Era pacata e tranquila. — Não deve ser... - Ele falou confiante. — ... Nada. — A voz na última palavra saiu tensa.

Era um impulso burro. Mas hormônios, não é?

Ele deu um passo.

Depois outro.

— Renato? — Imogen chamou.

Ele não respondeu.

Seus olhos estavam presos na escuridão sob a van.

Algo se moveu.

Não como um animal, mas como uma coisa entre um e outro.

Então veio o som.

Um grunhido úmido, profundo — como carne sendo puxada.

E antes que qualquer pensamento se completasse—

O impacto.

Um vulto cinza explodiu da sombra, rasgando o espaço entre um segundo e outro. Não houve transição — só presença.

— COMIIIDAAAAA!

A criatura caiu sobre Renato com um peso brutal. O ar foi arrancado dos pulmões dele. As unhas — longas, irregulares — cravaram na pele como ganchos.

O primeiro grito saiu automático.

O segundo já veio carregado de dor.

O som da carne sendo rasgada não era alto — era íntimo. Próximo demais.

Quente.

O sangue espirrou em arco, pegando a luz âmbar e transformando-a em algo grotescamente bonito por um segundo antes de cair.

Imogen congelou.

Seu corpo travou.

O mundo se estreitou ao ponto de caber apenas naquilo: Renato no chão, a coisa sobre ele, o som — o som — o som— Ela virou. Correu.

Dois passos.

Parou.

Algo quebrou dentro dela.

Não lógica. Não coragem.

Algo mais antigo.

Ela olhou para trás.

E viu.

Viu o momento exato em que os dentes da criatura afundaram no antebraço de Renato — profundos, serrilhados, puxando — não apenas carne, mas algo mais. Um pedaço dele.

Renato gritou de um jeito que não parecia humano.

Imogen voltou.

Não pensou.

Correu direto.

As toras caíram — três delas — rolando no cascalho.

Ela ergueu a última.

Golpeou.

O impacto seco reverberou pelo braço dela. Um som oco — como madeira contra algo duro demais para ser apenas osso. A criatura caiu para o lado.

Mas não parou.

Ela se mexia. Lenta. Um grunhido ou gemido, não era possível dizer.

Renato tentou levantar.

"NÃO ME IMPEDIRÃO" A voz saiu da criatura.

Cambaleou.

O braço esquerdo... estava errado. Aberto. Incompleto. A pele rasgada revelava algo que não deveria ver a luz.

Os olhos dele estavam arregalados, mas não focavam.

Imogen o empurrou.

— Corre!

A palavra saiu com urgência, mas distante — como se viesse de fora do corpo dela.

A criatura se ergueu de novo.

Rápida.

Rápida demais.

Avançou.

O impacto agora foi em Imogen.

Os dentes entraram na lateral da barriga com uma precisão brutal. Não foi um rasgo — foi uma penetração.

A dor não veio de imediato.

Veio como atraso.

Um segundo vazio.

E então—

Explosão.

Um calor absurdo se espalhou pelo corpo dela. O ar desapareceu. O mundo girou.

— OBRIGADA, MESTRAAA... — a criatura gemia, a voz vibrando de um jeito impossível.

Ela puxou.

Imogen sentiu.

Sentiu o próprio corpo cedendo.

Sentiu algo sendo arrancado de dentro.

Mas a criatura não terminou.

Um tranco.

Renato.

Ele a agarrou por trás, braços tremendo, sangue escorrendo, mas firme o suficiente para travar a coisa.

— CORRE, IMOGEN! EU SEGURO!

A voz dele estava quebrada.

Mas estava lá.

Imogen caiu de joelhos.

O som estava abafado.

O mundo parecia distante.

Mas ela viu.

Viu Renato segurando.

Viu a criatura lutando.

Viu o próprio sangue.

Algo dentro dela decidiu.

Ela levantou.

Pegou a tora.

Bateu.

Com tudo.

Sem técnica.

Sem hesitação.

A madeira encontrou a cabeça da criatura.

Uma vez.

Duas.

Três.

Até parar de contar.

A coisa caiu.

Dessa vez, não se moveu.

Renato soltou.

Respirou.

Ou tentou.

Imogen deu um passo.

Dois.

E o corpo desligou.

Ela caiu.

Renato a segurou por reflexo.

Mas o corpo dele também estava acabando.

A pressão caiu. A visão escureceu.

Eles desabaram juntos no chão frio do posto.

Silêncio.

Por um instante.

Então, um movimento.

Lento.

A criatura ainda se mexia, o sangue — agora roxo — escorria pelas têmporas dela.

Ela se levantou de novo.

Quebrada.

Mas viva.

— DELICIOSO... — a voz saiu arrastada, cheia de fome. — A CARNE DE UM ARQUÉTIPO DE MAGO...

Renato não conseguia se mover.

Imogen também não.

Era o fim.

A criatura avançou.

Um passo. Outro.

Então—

O disparo.

Seco.

A cabeça da criatura simplesmente deixou de existir. Não foi uma ruptura limpa — foi uma explosão. Um jorro de matéria, sangue roxo e fragmentos que evaporaram na luz âmbar.

O corpo caiu como um saco vazio.

Passos úmidos atritando areia no posto se ouviram.

Os olhos de Renato e Imogen, quase apagando, focaram na escuridão além. Lorraine. Respirando pesado.

Um arranhão atravessando o rosto. Segurando uma espingarda ainda fumegante.

— Vamos, levantem, seus mongolóides! — ela gritou. — Essas aberrações me cercaram! Fugi até achar um policial — o idiota tentou conversar com o cinzento e teve a garganta arrancada! Peguei uma das armas no carro e fugi!

A voz dela tremia. Mas não falhava.

— Que porra era aquela!? - Renato falou. Mas Imogen olhava fixa para a carcaça que a criatura estava devorando antes de tentar contra eles. Era um frentista do posto.
— Sei lá! Um zumbi! Tipo nos filmes? - Falou Lorraine entregando uma pistola na mão de Imogen.
— Era do policial. — Ela falou olhando pra Imogen ainda assuatada.
— Zumbis? Droga? Vou virar um Zumbi? - Renato estava assustado.

Imogen então cortou o silêncio.

— Não são Zumbis. São Ghouls... Não imaginei que encontraria desses aqui nos trópicos.
— Por que você falou como se soubesse o que é? — Indagou Renato.

Imogen olhou para eles, olhos agora determinados, uma luz rósea é emitida pela sua mão sobre seu ferimento, que se fechava iluminado pela mão. Os tendões e o tecido adiposo se refazendo.

— Porque eu sei. — Falou Imogen — Relaxem, não vão virar ghouls.
— Eu sabia! Sabia que era verdade! — Lorraine exultou como se desconfiasse de algo antigo — As histórias de bruxa! Eu sabia!
— Bruxa! Ghoul!? —  Renato reclamou de dor e da informação —  Minha cabeça está rodando.
— Vou curar vocês. —  Falou Imogen.

domingo, 15 de março de 2026

[REALITATE 2.0] Depleção de Dano e de Armadura

Depleção de Armadura [1 ou mais slot]

É uma peculiaridade que algumas armas possui que é de causar dano específico na armadura reduzindo a eficiência dela. Para fins de construção de armas usando equipamento especial ou arma natural, conta como um poder. E é dividido em níveis de depleção.

  • Mínima - 1 slot: Reduz a RD em 1 para fins de cálculo de dano. Em outras palavras, um alvo usando uma armadura com RD 5, ao ser atingido por uma arma com depleção mínima, defenderá apenas com RD4 a todos esses ataques.
  • Leve - 2 slots: Reduz a RD em 2.
  • Média - 3 slots: Reduz a RD em 4
  • Grave - 4 slots: Reduz a RD em 6
  • Gravíssima - 5 slots: Reduz a RD em 8
  • Máxima - 6 slots: Reduz a RD em 10.

Só pode ser acoplado a Ataque Energético, Arma Natural ou Equipamento Especial. Não pode ser utilizada como poder singular.

Depleção de Dano [2 ou mais slots]

Um tipo específico de dano ou um grupo de danos não causam a totalidade do dano ao seu corpo por alguma razão, funciona como uma espécie de resistência natural àqueles tipos de danos ou uma RD natural. É um poder heróico que precisa de uma boa justificativa em matéria de lore, mas basicamente seu custo varia conforme o nível de depleção e o tipo de dano que resiste. Em outras palavras, para cada tipo de dano (contundente, cortante, perfurante, queimadura, etc), o custo sobe em 1 slot. E cada nível de depleção, aumenta em 1 também.

  • Mínima - 2 slot: Reduz a o dano em 1.
  • Leve - 3 slots: Reduz a o dano em 2.
  • Média - 3 slots: Reduz o dano em 4
  • Grave - 5 slots: Reduz o dano em 6
  • Gravíssima - 6 slots: Reduz o dano em 8
  • Máxima - 7 slots: Reduz o dano em 10.
Um exemplo de bom uso desse poder são nos Zumbis de Resident Evil, eles são lentos, mas precisamo de muito dano pra cair, eles possivelmente tem entre depleção de dano Média no caso dos zumbis comuns a Máxima dependendo dos BOW.

Um personagem com Depleção de Dano Grave para golpes cortantes e perfurantes, veria esse poder custar 7 slots. 5 por grave, 2 por dois tipos de dano.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Eddie Koemann [Wiki]

Informação Biográfica
Detalhes
Nome Completo
Edward Koemann
Alias(es)
Eddie
Local de Nascimento
Kinsale, Irlanda.
Data de Nascimento
4 de Abril de 2048
Afiliação (Família)
Solo, Entre 2065 e 2073 fez um duo com a Netrunner Susan Haki
Afiliação (Amigos/Aliados)
Snake Skulls
Ocupação
Solo
Estilo de Vestimenta
Techwear.

Eddie Koemann (Kinsale, 04 de Abril de 2048)  nasceu na Irlanda, filho de Aoife van Dalen Koemann, uma engenheira holandesa, e de Seamus Koemann, técnico elétrico irlandês. Viveu no país até os 11 anos, crescendo entre vilarejos chuvosos, paisagens verdes e a música indie folk e pop folk dos anos 2020, que aprendeu a tocar no banjo com seu pai — som que até hoje associa à ideia de lar.

A infância terminou quando o pai foi contratado pela EBM para trabalhar em Cascadia Town, uma cidade média do Estado Livre da Cascádia, violenta e decadente, semelhante a Night City. Isso foi causado pela morte de Meghan, irmã mais nova dele, que tinha uma doença genética. O pai foi pra América com a família na esperança de achar uma cura. Pouco tempo depois, Meghan morreu, e e alguns anos ainda depois, Seamus morreu em um incêndio industrial ligado à corporação. O caso foi abafado, e a família ficou sem respostas.

A perda destruiu Aoife, que mergulhou em depressão, delírios e acabou louca. Eddie paga sua permanência num asilo local aceitando gigs como Solo, trabalhando como mercenário freelancer nas zonas mais perigosas da cidade.

Em um mundo dominado por implantes, Eddie escolheu permanecer totalmente gânico: não possui neuroporta, usa celular comum e cartões físicos. Essa limitação o tornou mais lento, porém mais atento, disciplinado e difícil de prever.

De personalidade estóica e melancólica, Eddie é movido pela nostalgia de uma Irlanda que não existe mais. Seu banjo, modificado para se transformar em uma arma repleta de lâminas, simboliza quem ele é: música antes da violência, memória antes do chrome.

Em 2080 fez uma bela e profunda amizade com as irmãs Haznak, em especial com Pam Haznak a quem lembrava sua irmã Meghan.

No ano de 2082, Eddie Koemann segue sobrevivendo em Cascadia Town — um homem fora do tempo, pagando dívidas emocionais com sangue, carregando a música do passado em meio ao ruído do futuro. Ele se corresponde eventualmente com o irmão Eogh que mora em Kabuki (Night City) e leva uma vida equilibrada na medida em que sua vida perigosa permite com Jessi Levine, sua namorada desde os 22 anos e atualmente noiva. Jessi é enfermeira do Trauma Team.

Anos referência do Cenário:

2076- Enquanto David Martínez morria em Night City, Eddie estava preso.

2077- Enquanto V derrubava a Arasaka, Eddie teve um ano tranquilo, sem muitas missões, mas com bons serviços feitos (clean jobs).

2080- Novamente, um ano tranquilo para Eddie enquanto o patógeno da Star Rock era liberado no Galpão 13 de Vista Del Rey (NC).

2082- Salvou Pam Haznak no Ataque ao Helmut Plaza juntamente como Eliott Dohl, McLovin McLovin, Harald Sigurdson, Cypher, Frank Russell e Dominika Kuznets.

Relacionamentos:

  • Relacionamento péssimo com James Parker, que já o traiu em missão, fez ele ficar preso três meses (2076), e ainda dedurou para uma pequena corp de segurança, onde Aofie estava morando. Ele foi obrigado a tirar a mãe da casa e colocar num asilo com o nome falso de Edith. Ele paga o asilo, mas forjou a própria morte pra ela;
  • Eogh Koemann, irmão mais velho que mora em Night City e o considera um herói.
  • Jessi Levine, noiva a dois anos, mas namoram desde 2067. Ela é ciumenta ao extremo, mas ela e ele se amam e se entendem aos trancos e barrancos. Susan Haki, que depois se casou com o agiota Dom, foi causa de muitas brigas. Apesar de Susan dar em cima de Eddie, ele nunca ultrapassou a barreira do estritamente profissional.
  • Susan Haki, fez alguns trabalhos com ela, o que gerou ciúmes em Jessi.
  • É amigo dos Snake Skulls e de Roksana Yarin.
  • Amigo de Frank Russell.

sábado, 20 de dezembro de 2025

LICENÇA

 LICENÇA DE JOGO ABERTO

(Inspirada na Open Game License – OGL)

1. Definições

1.1 Sistema refere-se ao conjunto de regras, mecânicas e estruturas de jogo do sistema de RPG desenvolvido pelo Licenciante, excluindo cenários, ambientações, narrativas, personagens e elementos de mundo.

1.2 Versão Licenciada refere-se exclusivamente à versão do sistema identificada como:

REALITATE – Versão 1.5.

1.3 Licenciante é o criador original do Sistema, detentor de todos os direitos autorais não explicitamente concedidos nesta licença.

1.4 Licenciado é qualquer pessoa que utilize, modifique ou distribua a Versão Licenciada sob os termos desta licença.

2. Concessão de Licença

2.1 O Licenciante concede ao Licenciado uma licença perpétua, irrevogável, gratuita e não exclusiva para:

Usar o Sistema Realitate – Versão 1.5;

Modificar, adaptar, expandir ou reduzir suas regras e mecânicas;

Criar obras derivadas baseadas exclusivamente no sistema de regras;

Distribuir gratuitamente ou comercialmente versões modificadas do sistema;

Reescrever parcial ou totalmente as regras do sistema.

2.2 O Licenciado tem liberdade total para alterar regras, mecânicas e estruturas do Sistema Realitate 1.5, sem necessidade de aprovação do Licenciante.

3. Limitação da Licença

3.1 Esta licença se aplica única e exclusivamente ao Sistema Realitate – Versão 1.5.

3.2 A versão Realitate 2.0, bem como qualquer versão posterior, revisão, reescrita, expansão ou atualização do sistema, pertence integralmente ao Licenciante e não está coberta por esta licença, salvo autorização expressa e por escrito.

3.3 O uso, adaptação ou redistribuição de qualquer conteúdo pertencente à versão 2.0 ou posteriores sem autorização explícita do Licenciante é expressamente proibido.

4. Identidade Criativa e Cenários

4.1 Todos os cenários, ambientações, mundos fictícios, narrativas, personagens, facções, linhas temporais, conceitos narrativos e elementos de lore associados ao Sistema Realitate são de propriedade exclusiva do Licenciante, independentemente da versão do sistema.

4.2 Nenhum cenário ou elemento narrativo é considerado parte do Sistema Aberto, mesmo quando utilizado em conjunto com o Sistema Realitate 1.5.

4.3 O uso, reprodução, adaptação ou redistribuição de cenários e ambientações do Licenciante não é permitido sem autorização expressa, ainda que o sistema de regras esteja sob Licença de Jogo Aberto.

5. Atribuição (Opcional, mas recomendada)

5.1 O Licenciado não é obrigado, mas é fortemente encorajado, a incluir a seguinte atribuição:

“Este material utiliza o Sistema Realitate – Versão 1.5, criado por Arthur R. Ribeiro.”

6. Ausência de Garantias

6.1 O Sistema Realitate – Versão 1.5 é fornecido “como está”, sem qualquer garantia de funcionamento, balanceamento ou adequação a qualquer finalidade.

6.2 O Licenciante não se responsabiliza por qualquer dano, perda ou problema decorrente do uso do sistema.

7. Aceitação da Licença

7.1 Ao utilizar, modificar ou distribuir o Sistema Realitate – Versão 1.5, o Licenciado declara que leu, compreendeu e aceitou integralmente os termos desta licença.

8. Encerramento

8.1 Esta licença não pode ser revogada para o Sistema Realitate – Versão 1.5, desde que os termos aqui descritos sejam respeitados.

domingo, 14 de dezembro de 2025

[CONTO] O deus adolescente


Hana surgiu no cômodo no fundo da casa de madeira a beira do lago em Serra do Lago. O ano era 2008, um pedaço da linha do tempo que ela deveria conhecer como a toda a história, mas que para ela era um borrão desde que ascendeu ao trono da solidão.

O deus adolescente estava sentado ao pé de uma máquina de escrever.

— Confesso que fiquei pensativa de por que você escolheu empoderar o mendigo, reescrever a história dele ao invés de simplesmente apagar Soo-Jin da existência.

O adolescente continuou escrevendo, em silêncio.

— Como ousa me ignorar? Sabe que poderia apagá-lo.

— Se se deu ao trabalho de vir até mim é porque não o fará. E nem tem permissão para isso.

— Isso é blasfêmia. —  Hana pontuou.

O deus adolescente continuou escrevendo e simplesmente respondeu ao fim:

— Enquanto estiver nesse ponto do tempo, saberá menos do que eu.

— Como fez isso? Como você, sendo muito menos poderoso do que eu conseguiu nublar minha visão dessa linha do tempo.

— Ao contrário de você ainda sei meu lugar no Ars Arcontium, e seu mestre me agraciou com uma névoa que nem seus olhos podem ver além dela com clareza.

— Não tenho mestres. —  Hana pontuou numa risada seca.

— Aqui eu sou onisciente, você não. Você sabe que não é verdade. Esqueceu-se de Ikuir-Tupaan? É em nome dele que toda Trader exerce seu poder. E você não pode me apagar, porque o escritor é sempre um sacerdote da Luz Primordial. E isso significa que seu mestre sabe que você está tramando.

Hana se irritou, mas recolheu seu furor numa feição atemporal e etérea.

— Você pode ter se mesclado ao logos desse garoto, mas um dia eu vou te arrancar daí, e lançarei você ao Abismo.

O deus adolescente continuou escrevendo.

— Devia ter aceitado a desumanização e a solidão. É um mecanismo de autocorreção. A solidão é um desincentivo a buscar o a apotheosis. A desumanização, que leva todo deus a se tornar uma calculadora em agonia, é um mecanismo que preserva a sanidade e o raciocínio limpo.

As teclas voltaram a ser batidas.

— Ao escolher manter sua humanidade, mantendo seu poder ativo constantemente só tornou você fraca, e expôs seu logos humano, sua mentalidade humana a uma infinitude de tempo na solidão. Isso fez de você uma deusa louca. E sempre que isso ocorre, não termina bem.

— Veremos... Veremos... - Ao dizer isso Hana se desmanchou no ar como linhas de luz.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

[CONTO] História dentro da História 001

09 de Julho de 2008 - 18:45

Crescente-SP era uma cidadezinha perdida na ilha de Drauka, ao largo do litoral paulista, onde o nevoeiro parecia nascer da calçada e o silêncio tinha textura. Era o tipo de lugar onde o tempo desacelerava — ou se retorcia — de um modo que deixava agentes experientes desconfortáveis.

E, justamente ali, o Xenophenomena Bureau of Investigation abrira sua Estação Zero temporária, instalada no interior de um Ford Fiesta Sedan 2006, com os painéis modificados e sensores calibrados para detectar o Xenoevento 22/2008:

uma cidade repleta de pessoas cinzentas com olhos mortos — autômatos humanos — e rumores de uma feiticeira que podia copiar rostos.

Marx Ryan, head of operations , estava sentado no banco do motorista, inclinado para trás, os olhos semicerrados. O cansaço era um cobertor pesado, e o motor desligado deixava o interior do carro frio, úmido. O único som eram as notificações abafadas no rádio interno.

— Agente 07 reportando… perímetro nordeste limpo.

— Yeager: continuo sem entender a fisiologia dessas pessoas cinzentas, chefe. Nem vivo, nem morto.

— Maisie: Ai, eu quero esquecer um pouco esses putos cinzentos... Queria alguém que me fizesse gritar um pouco.

— Yamila: Hummmm... Eu posso fazer isso de uma forma estranhamente dolorosa e prazerosa... Se quiser...

— Concentração nos afazeres, pessoal... —  Balbuciou Ryan.

Mas era So-Maya Park quem lhe enchia o peito de uma ansiedade inexplicável. A operação dela começava em pouco tempo, mas nao cheirava a operação coisa nenhuma... Ou estaria ele com ciúmes? Ele a conhecera a pouco mais de 12 hora e ele era... Tão especial...

Meiga. Tímida. Talentosa além da conta. E, sem saber, dona dos pensamentos sonolentos de Ryan naquele lusco-fusco entre vigília e sonho.

Seu último relatório havia sido curto, quase sussurrado, com aquele jeitinho leve dela:

— “Chefe… eu vou encontrar o delegado. O Danilo. Talvez ele saiba algo.”

Ele odiava aquele nome. Danilo.

Sabia que o sujeito era falso. Sabia que era cúmplice da feiticeira, Soo-Jin Park — a doppelganger psicopata de So-Maya.

E, ainda assim, So-Maya parecia ter seus olhos brilhantes ao falar dele. Ou… fingir confiança por profissionalismo. Os “ossos do ofício”, como ela dissera.

— Sobra nada mesmo... —  Murmurou ele entre o sono e o despertar.

Ryan fechou os olhos por um instante.

Imaginou — por um fragmento de lucidez sonolenta — ele e ela, depois de tudo resolvido, em um jantar simples em algum restaurante de estrada. Ela rindo com aquela risadinha contida. Ele finalmente relaxando o rosto duro.

Mas a imagem escorreu como areia entre os dedos.

O rádio estalou. Depois, silêncio.

E então — três toques suaves na janela.

Ryan abriu os olhos, confuso. O vidro estava parcialmente embaçado. Uma silhueta familiar.

So-Maya. De farda.

Ele apertou os olhos.

— Chefe… — disse ela, com um sorriso doce. — Eu vim pegar um equipamento que eu esqueci.

A voz dela era suave demais.

O sorriso, gentil como sempre.

Os olhos… brilhavam como se houvesse eletricidade dentro.

Ryan, ainda meio dormindo, tentou analisar o que estava vendo, mas sua mente boiava num mar cinzento.

— Ah… sim… claro. — Ele destravou a porta. — Entra.

Ela entrou, deslizando para o banco do carona. Seus movimentos eram… estranhamente fluidos. Sensuais demais.

Não era o jeito dela.

So-Maya costumava ser cuidadosa, quase desastrada ao entrar no carro da equipe.

Mas aquela mulher fechou a porta devagar, inclinou a cabeça para o lado, e começou a avançar pelos assentos com uma lentidão calculada.

— Chefe… — ela murmurou, e sua mão subiu até o botão superior da farda. Com um gesto, o desabotoou, revelando o decote. — A noite está tão… Quente e solitária, não está?

Ele piscou, tentando processar.

— Agente Park, é julho... Deve estar uns 10ºC lá fora... Do que está falando?

Ela continuou:

— Você já pensou… em como seria se… — aproximou o rosto do dele — você e eu… esquecêssemos essa investigação estúpida por alguns minutos… e fizéssemos algo bem mais interessante?

Ryan engoliu seco. Não de desejo — mas de pavor desperto.

— So-Maya… — começou ele, tropeçando nas palavras pelo sono. — Você… uh… tem certeza de que…?

Ela não deixava de sorrir.

— “Chefe”… — sussurrou, lambendo os lábios lentamente — por que você está tão tenso? Eu posso… aliviar isso pra você.

Um arrepio gelado correu pela espinha dele.

Algo estava errado.

Muito errado.

Porque:

Primeiro — So-Maya não era assim.

Ela era uma profissional exemplar. Uma dama tímida, gentil. Jamais se insinuaria daquela forma, e muito menos durante uma operação.

Segundo — ela não estaria de farda.

Ela estava prestes a ir a um encontro com o delegado. Teria vestido algo casual. Algo bonito. Algo dela.

Terceiro — e o que selou sua certeza —

ela apoiou a mão direita no painel, mas o cotovelo no banco do carona, de um jeito não-natural.

Um ângulo estranho, naturalmente desconfortável.

Um erro anatômico.

Ou… uma tentativa de disfarçar a dor.

Justo onde Yamila havia golpeado Soo-Jin Park com a Lâmina de Pura Escuridão, laçerando seu antebraço naquele mesmo dia.

Ryan relaxou os músculos do rosto. Fingiu cair na provocação.

Ela aproximou o rosto do dele, os lábios a poucos centímetros.

Ele deixou.

Deixou até o último segundo.

E então, suave como o apertar de um sussurro, Ryan puxou a pistola da cintura e encostou o cano frio na barriga dela.

— Você me subestimou.

Ela congelou.

Ele continuou, voz baixa, firme, implacável:

— Primeiro… So-Maya é uma mulher exemplar. Uma dama acima de qualquer suspeita.

Ela jamais se portaria de forma tão vulgar.

A expressão da mulher mudou.

— Segundo… ela não estaria de farda agora.

O que significa que seu gado — Danilo, ou Guilherme, seja lá qual for o nome falso — não te contou que ela iria a um encontro com ele... Será que... Ah não... Você está sendo enganada? - Ryan sabia ser debochado quando queria. - Deve ser triste ser traída… mesmo sendo tão poderosa e tão incapaz de empatia.

Os olhos dela franziram, a pele vibrou — como se estivesse prestes a rachar.

— Terceiro… você evita tocar o banco com o antebraço.

Você está ferida.

Soo-Jin Park está ferida ali.

Não So-Maya.

Ele sorriu, só de canto.

— E por fim… BANG!

Ele apertou o gatilho.

A arma disparou.

Mas no momento exato do disparo, o corpo diante dele dobrou o espaço, torcendo-se como um reflexo em água quebrada, teleportando para o banco de trás.

A bala atravessou o vidro do carona, estilhaçando-o.

No banco traseiro, uma risada.

Soo-Jin Park, revelada, sentada como uma boneca demoníaca, inclinou a cabeça e gargalhou.

— Se prefere aquela cópia… fique com ela, Marx Ryan… — disse, em português perfeito, tentando dissimular ódio e confiança. — Ela é tão… doce. Eu? Eu prefiro você assim. Confuso. Tão fácil de quebrar.

E antes que Ryan pudesse respirar, ela desapareceu.

Dobrou o espaço como um papel amassado, deixando apenas um rastro de escuridão.

E, ao sumir, uma de suas unhas rasgou o ar — e o rosto de Ryan.

Um corte fino, ardente, que queimava como veneno.

Ryan apertou o ferimento e ficou imóvel.

No vidro quebrado, refletido em fragmentos, estava seu próprio olhar —

a meio caminho entre o sono

e o horror lúcido.

sábado, 29 de novembro de 2025

One More Night City Night (2080)

 


One More Night City Night (2080)

CampanhaDetalhes
TítuloOne More Night City Night
DataAgosto de 2080
LocalNight City, principalmente nos distritos de Little China, Vista Del Rey (Heywood) e Badlands
Protagonista PrincipalEthan Lawson
StatusConcluída

Visão Geral

One More Night City Night é uma campanha ambientada em Night City em Agosto de 2080, focada na investigação e na subsequente busca por vingança de Ethan Lawson, um investigador da Polícia, contra a alta cúpula corporativa e o submundo da cidade. A campanha culmina em um ataque suicida e na exposição pública de uma conspiração corporativa. O bar Afterlife, agora administrado por Claire Russell (apelidada de Sally) após a morte de V e Rogue, serve como cenário base para a aventura.

Enredo

A narrativa de One More Night City Night se desenrola em torno de uma série de assassinatos de prostitutas e uma trama de espionagem corporativa.

Início da Investigação

A campanha começa com Ethan Lawson sendo contratado por Mr. BlueEyes (Maximilien Lokenhaggen) para investigar os corpos de prostitutas pagas assassinadas. Lawson, conhecido por seus métodos truculentos, interrogou violentamente o ripperdoc Viktor Vektor e a netrunner Aleenet. Aleenet, uma netrunner que presta serviços a Viktor Vektor e simpatiza com as Moxes, estava trabalhando apenas para Viktor durante os eventos.

Lawson descobre que uma das vítimas, Pippy, continha um implante militar, um pedaço de monofilamento e o chip de doll de Sophia Hunt. Sophia era uma doll — pessoa que usa um chip para alterar seu comportamento em sessões e ter suas memórias apagadas posteriormente. Lawson contrata June, uma prostituta, para extrair o chip.

Devido ao seu interrogatório agressivo, Lawson é confrontado por Pleiba e Gorila (um "burucutu") a mando de Viktor Vektor. Viktor promete ajuda e proteção a Lawson (que se identifica como Miguel) ao descobrir que Pippy era amiga de Mari Hunt, irmã de Sophia. Mari devia a Viktor manutenções de um implante de braço. Lawson, usando um cartão de BlueEyes, manipula o guarda-costas Heitor e Claire Russell (Sally) para associar gastos na Afterlife a uma chave criptográfica de DNA de um mendigo morto. Claire Russell, a nova administradora da Afterlife, o aconselha a fugir de BlueEyes.

Desvendando a Conspiração Corporativa

Nos laboratórios de Viktor, Aleenet consegue acessar as memórias do chip de Sophia, revelando que a personalidade de doll de Sophia não era sua verdadeira e que ela era viciada em cybershen. É descoberto que Mari Hunt, em um surto de ciberpsicose intermitente (causada por um implante de braço em condições ruins), foi quem matou as meninas no Bar da Lizzy, punindo Pippy por não ter protegido Sophia.

Mari Hunt, uma ex-secretária da Arasaka, que em 2080 estava integrada à gangue nômade "Serpentes" para procurar sua irmã, revela a conspiração:

  1. Mr. BlueEyes tomou o Bar da Lizzy das Moxes e usava as prostitutas como dolls para espionar a Petrochem e a Orbital Air a serviço da corporação EBM (Euro Business Machines). A EBM, uma megacorporação especializada em produtos de informática e eletrônicos, tinha estabelecido sua sede na antiga Torre Arasaka em Corp Plaza em 2079, após a Arasaka pedir recuperação judicial.
  2. Sophia Hunt havia roubado um metal valioso, apelidado de " Rocha Estelar ", que poderia ser usado como combustível sólido para foguetes capaz de mover uma nave a até 4% da velocidade da luz.
  3. Sophia considerou entregar a "Rocha Estelar" aos gângsteres Rapinas ou a um cientista da EBM em Cascadia Town, Archier Reese-Oxley. Cascadia Town é um refúgio livre de radiação no Estado Livre da Cascádia, uma colônia de propriedade conjunta da EBM e VESYI.

Lawson e Mari desenvolvem um interesse romântico e ele a esconde por uma semana dos espiões de BlueEyes usando anarcopunks em Rancho Coronado.

A investigação continua com o foco no sequestro dos filhos de Tsunoda (avalista dos Rapinas). Eles encontram Eve, amante de Tsunoda e viúva de Zak (ex-funcionário de BlueEyes). Durante a invasão ao cofre digital de Tsunoda, a ciberpsicose de Mari é ativada pelo uso de seu braço biônico, mas Lawson consegue acalmá-la. As anotações de Zak revelam o verdadeiro nome de Mr. BlueEyes: Maximilien Lokenhaggen, que morava na estação orbital O’neall e resolvia negócios de gangue no Galpão 13, em Vista Del Rey (Heywood).

O Confronto Final e Morte

Lawson, temendo por sua vida e pela de Mari, passa todos os dados incriminatórios para Aleenet, instruindo-a a hackear os telões do City Center e expor BlueEyes caso eles não retornassem, e lhe dá dinheiro para fugir para São Paulo, Brasil.

No Galpão 13, Lawson, Mari, Tsunoda e Eve se encontram com os Rapinas e a EBM. Sly, o espião de BlueEyes, mostra o corpo esquartejado de Sophia Hunt dentro de uma caixa. Lawson esconde a descoberta de Mari, inicia um tiroteio ao matar Sly, e um intenso combate se segue:

  • Eve é executada.
  • Tsunoda é morto por uma dinamite lançada por Lawson.
  • Mari Hunt erra um salto de 15 metros, cai e é executada por um gangster dos Rapinas.
  • Lawson é severamente ferido e socorrido por Pleiba.

Seis dias depois, Lawson acorda na clínica de Viktor Vektor, onde descobriu ter perdido uma perna, substituída por uma biônica.

Vingança e Legado

Devastado pela perda de Mari, Lawson recusa a sugestão de Viktor para seguir em frente e ativa seu plano de vingança.

Aleenet cumpre o acordo e realiza a exposição pública de Maximilien Lokenhaggen (Mr. BlueEyes) nos telões do City Center, fugindo em seguida para São Paulo, Brasil.

Lawson amarra bombas ao seu corpo, localiza o bunker de Heitor (o guarda-costas) e se explode com ele. A morte de Lawson foi um ato final de retribuição, eliminando Heitor e Sly. Dias após a exposição, o corpo de Maximilien Lokenhaggen (Mr. BlueEyes) é encontrado boiando em uma praia de Pacifica.

Lawson, o investigador, morreu como um Solo, sacrificando sua vida por vingança e justiça contra a alta cúpula corporativa.

Personagens Chave

PersonagemPapel na Campanha
Ethan LawsonInvestigador da Polícia, protagonista. Morto em 2080 após um ataque suicida.
Mr. BlueEyes (Maximilien Lokenhaggen)Vilão corporativo, contratante inicial de Lawson, que usava dolls para espionar a Petrochem e a Orbital Air para a EBM. Seu corpo foi encontrado em Pacifica após ser publicamente exposto.
Mari HuntIrmã de Sophia Hunt, ex-secretária da Arasaka, nômade dos Serpentes. Foi a autora dos assassinatos no Bar da Lizzy devido a um surto de ciberpsicose. Envolvimento romântico com Lawson. Executada no Galpão 13.
Aleenet (Aline Calzzoni)Netrunner, aliada de Lawson e Viktor Vektor. Responsável por descobrir as memórias de Sophia e expor Maximilien Lokenhaggen.
Viktor VektorRipperdoc em Little China, Night City. Aliado de Lawson; prometeu proteção e ajudou a analisar o chip de Sophia.
Sophia HuntDoll e vítima de BlueEyes. Roubou a "Rocha Estelar", um combustível sólido experimental. Foi esquartejada e seu corpo foi encontrado no Galpão 13.
HeitorGuarda-costas de Mr. BlueEyes. Morto por Lawson em um ataque suicida com explosivos.
SlyEspião de BlueEyes. Assassinado por Lawson no Galpão 13.
TsunodaAvalista dos Rapinas e aliado de Eve. Morto por dinamite lançada por Lawson no confronto final.
EveAmante de Tsunoda e viúva de Zak (ex-funcionário de BlueEyes). Executada no Galpão 13.
Claire Russell (Sally)Administradora do Afterlife. Aconselhou Lawson a fugir de BlueEyes.

Localizações e Tecnologias Relevantes

  • Night City: A cidade autônoma onde a maior parte dos eventos ocorre. A EBM, a corporação que BlueEyes servia, estabeleceu sua sede em Night City (Corp Plaza) após comprar a antiga Torre Arasaka em 2079.
  • Afterlife: Bar icônico, agora administrado por Claire Russell, que serve de ponto de encontro para Lawson.
  • Galpão 13: Local em Vista Del Rey (Heywood) onde BlueEyes resolvia seus acordos de gangue e onde ocorreu o confronto final.
  • Rocha Estelar: Metal valioso roubado por Sophia, capaz de ser usado como combustível sólido para foguetes a 4% da velocidade da luz.
  • Cascadia Town: Subdistrito corporativo em Vancouver, no Estado Livre da Cascádia, onde o cientista da EBM, Archier Reese-Oxley, reside. Sophia tinha um plano de refúgio neste local.
  • EBM (Euro Business Machines): Megacorporação que contratou Maximilien Lokenhaggen (BlueEyes) para obter informações da Petrochem e da Orbital Air. A EBM é uma fabricante de produtos de informática e eletrônicos.

A história de One More Night City Night é uma metáfora para o destino inevitável em Night City: mesmo um investigador da lei como Lawson, ao tentar lutar contra a corrupção corporativa, é forçado a abandonar seus princípios e morrer como um Solo, provando que na Cidade dos Sonhos, a única saída é frequentemente um saco de corpos.

[ACSdL] CONTO - Ghouls, a história dentro da história.

Serra do Lago (ES), 23 de Julho de 2009, 21:40 — Quem é que teve a brilhante ideia de acampar à margem da linha férrea abandonada com previs...