quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Eddie Koemann [Wiki]

Informação Biográfica
Detalhes
Nome Completo
Edward Koemann
Alias(es)
Eddie
Local de Nascimento
Kinsale, Irlanda.
Data de Nascimento
4 de Abril de 2068
Afiliação (Família)
Solo, Entre 2065 e 2073 fez um duo com a Netrunner Susan Haki
Afiliação (Amigos/Aliados)
Snake Skulls
Ocupação
Solo
Estilo de Vestimenta
Techwear.

Eddie Koemann (Kinsale, 04 de Abril de 2048)  nasceu na Irlanda, filho de Aoife van Dalen Koemann, uma engenheira holandesa, e de Seamus Koemann, técnico elétrico irlandês. Viveu no país até os 11 anos, crescendo entre vilarejos chuvosos, paisagens verdes e a música indie folk e pop folk dos anos 2020, que aprendeu a tocar no banjo com seu pai — som que até hoje associa à ideia de lar.

A infância terminou quando o pai foi contratado pela EBM para trabalhar em Cascadia Town, uma cidade média do Estado Livre da Cascádia, violenta e decadente, semelhante a Night City. Pouco tempo depois, Seamus morreu em um incêndio industrial ligado à corporação. O caso foi abafado, e a família ficou sem respostas.

A perda destruiu Aoife, que mergulhou em depressão, delírios e acabou louca. Eddie paga sua permanência num asilo local aceitando gigs como Solo, trabalhando como mercenário freelancer nas zonas mais perigosas da cidade.

Em um mundo dominado por implantes, Eddie escolheu permanecer totalmente gânico: não possui neuroporta, usa celular comum e cartões físicos. Essa limitação o tornou mais lento, porém mais atento, disciplinado e difícil de prever.

De personalidade estóica e melancólica, Eddie é movido pela nostalgia de uma Irlanda que não existe mais. Seu banjo, modificado para se transformar em uma arma repleta de lâminas, simboliza quem ele é: música antes da violência, memória antes do chrome.

No ano de 2082, Eddie Koemann segue sobrevivendo em Cascadia Town — um homem fora do tempo, pagando dívidas emocionais com sangue, carregando a música do passado em meio ao ruído do futuro. Ele se corresponde eventualmente com o irmão Eogh que mora em Kabuki (Night City) e leva uma vida equilibrada na medida em que sua vida perigosa permite com Jessi Levine, sua namorada desde os 22 anos e atualmente noiva. Jessi é enfermeira do Trauma Team.

Anos referência do Cenário:

2076- Enquanto David Martínez morria em Night City, Eddie estava preso.

2077- Enquanto V derrubava a Arasaka, Eddie teve um ano tranquilo, sem muitas missões, mas com bons serviços feitos (clean jobs).

2080- Novamente, um ano tranquilo para Eddie enquanto o patógeno da Star Rock era liberado no Galpão 13 de Vista Del Rey (NC).

Relacionamentos:

  • Relacionamento péssimo com James Parker, que já o traiu em missão, fez ele ficar preso três meses (2076), e ainda dedurou para uma pequena corp de segurança, onde Aofie estava morando. Ele foi obrigado a tirar a mãe da casa e colocar num asilo com o nome falso de Edith. Ele paga o asilo, mas forjou a própria morte pra ela;
  • Eogh Koemann, irmão mais velho que mora em Night City e o considera um herói.
  • Jessi Levine, noiva a dois anos, mas namoram desde 2067. Ela é ciumenta ao extremo, mas ela e ele se amam e se entendem aos trancos e barrancos. Susan Haki, que depois se casou com o agiota Dom, foi causa de muitas brigas. Apesar de Susan dar em cima de Eddie, ele nunca ultrapassou a barreira do estritamente profissional.
  • Susan Haki, fez alguns trabalhos com ela, o que gerou ciúmes em Jessi.
  • É amigo dos Snake Skulls e de Roksana Yarin.
  • Amigo de Frank Russell.

sábado, 20 de dezembro de 2025

LICENÇA

 LICENÇA DE JOGO ABERTO

(Inspirada na Open Game License – OGL)

1. Definições

1.1 Sistema refere-se ao conjunto de regras, mecânicas e estruturas de jogo do sistema de RPG desenvolvido pelo Licenciante, excluindo cenários, ambientações, narrativas, personagens e elementos de mundo.

1.2 Versão Licenciada refere-se exclusivamente à versão do sistema identificada como:

REALITATE – Versão 1.5.

1.3 Licenciante é o criador original do Sistema, detentor de todos os direitos autorais não explicitamente concedidos nesta licença.

1.4 Licenciado é qualquer pessoa que utilize, modifique ou distribua a Versão Licenciada sob os termos desta licença.

2. Concessão de Licença

2.1 O Licenciante concede ao Licenciado uma licença perpétua, irrevogável, gratuita e não exclusiva para:

Usar o Sistema Realitate – Versão 1.5;

Modificar, adaptar, expandir ou reduzir suas regras e mecânicas;

Criar obras derivadas baseadas exclusivamente no sistema de regras;

Distribuir gratuitamente ou comercialmente versões modificadas do sistema;

Reescrever parcial ou totalmente as regras do sistema.

2.2 O Licenciado tem liberdade total para alterar regras, mecânicas e estruturas do Sistema Realitate 1.5, sem necessidade de aprovação do Licenciante.

3. Limitação da Licença

3.1 Esta licença se aplica única e exclusivamente ao Sistema Realitate – Versão 1.5.

3.2 A versão Realitate 2.0, bem como qualquer versão posterior, revisão, reescrita, expansão ou atualização do sistema, pertence integralmente ao Licenciante e não está coberta por esta licença, salvo autorização expressa e por escrito.

3.3 O uso, adaptação ou redistribuição de qualquer conteúdo pertencente à versão 2.0 ou posteriores sem autorização explícita do Licenciante é expressamente proibido.

4. Identidade Criativa e Cenários

4.1 Todos os cenários, ambientações, mundos fictícios, narrativas, personagens, facções, linhas temporais, conceitos narrativos e elementos de lore associados ao Sistema Realitate são de propriedade exclusiva do Licenciante, independentemente da versão do sistema.

4.2 Nenhum cenário ou elemento narrativo é considerado parte do Sistema Aberto, mesmo quando utilizado em conjunto com o Sistema Realitate 1.5.

4.3 O uso, reprodução, adaptação ou redistribuição de cenários e ambientações do Licenciante não é permitido sem autorização expressa, ainda que o sistema de regras esteja sob Licença de Jogo Aberto.

5. Atribuição (Opcional, mas recomendada)

5.1 O Licenciado não é obrigado, mas é fortemente encorajado, a incluir a seguinte atribuição:

“Este material utiliza o Sistema Realitate – Versão 1.5, criado por Arthur R. Ribeiro.”

6. Ausência de Garantias

6.1 O Sistema Realitate – Versão 1.5 é fornecido “como está”, sem qualquer garantia de funcionamento, balanceamento ou adequação a qualquer finalidade.

6.2 O Licenciante não se responsabiliza por qualquer dano, perda ou problema decorrente do uso do sistema.

7. Aceitação da Licença

7.1 Ao utilizar, modificar ou distribuir o Sistema Realitate – Versão 1.5, o Licenciado declara que leu, compreendeu e aceitou integralmente os termos desta licença.

8. Encerramento

8.1 Esta licença não pode ser revogada para o Sistema Realitate – Versão 1.5, desde que os termos aqui descritos sejam respeitados.

domingo, 14 de dezembro de 2025

[CONTO] O deus adolescente


Hana surgiu no cômodo no fundo da casa de madeira a beira do lago em Serra do Lago. O ano era 2008, um pedaço da linha do tempo que ela deveria conhecer como a toda a história, mas que para ela era um borrão desde que ascendeu ao trono da solidão.

O deus adolescente estava sentado ao pé de uma máquina de escrever.

— Confesso que fiquei pensativa de por que você escolheu empoderar o mendigo, reescrever a história dele ao invés de simplesmente apagar Soo-Jin da existência.

O adolescente continuou escrevendo, em silêncio.

— Como ousa me ignorar? Sabe que poderia apagá-lo.

— Se se deu ao trabalho de vir até mim é porque não o fará. E nem tem permissão para isso.

— Isso é blasfêmia. —  Hana pontuou.

O deus adolescente continuou escrevendo e simplesmente respondeu ao fim:

— Enquanto estiver nesse ponto do tempo, saberá menos do que eu.

— Como fez isso? Como você, sendo muito menos poderoso do que eu conseguiu nublar minha visão dessa linha do tempo.

— Ao contrário de você ainda sei meu lugar no Ars Arcontium, e seu mestre me agraciou com uma névoa que nem seus olhos podem ver além dela com clareza.

— Não tenho mestres. —  Hana pontuou numa risada seca.

— Aqui eu sou onisciente, você não. Você sabe que não é verdade. Esqueceu-se de Ikuir-Tupaan? É em nome dele que toda Trader exerce seu poder. E você não pode me apagar, porque o escritor é sempre um sacerdote da Luz Primordial. E isso significa que seu mestre sabe que você está tramando.

Hana se irritou, mas recolheu seu furor numa feição atemporal e etérea.

— Você pode ter se mesclado ao logos desse garoto, mas um dia eu vou te arrancar daí, e lançarei você ao Abismo.

O deus adolescente continuou escrevendo.

— Devia ter aceitado a desumanização e a solidão. É um mecanismo de autocorreção. A solidão é um desincentivo a buscar o a apotheosis. A desumanização, que leva todo deus a se tornar uma calculadora em agonia, é um mecanismo que preserva a sanidade e o raciocínio limpo.

As teclas voltaram a ser batidas.

— Ao escolher manter sua humanidade, mantendo seu poder ativo constantemente só tornou você fraca, e expôs seu logos humano, sua mentalidade humana a uma infinitude de tempo na solidão. Isso fez de você uma deusa louca. E sempre que isso ocorre, não termina bem.

— Veremos... Veremos... - Ao dizer isso Hana se desmanchou no ar como linhas de luz.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

[CONTO] História dentro da História 001

09 de Julho de 2008 - 18:45

Crescente-SP era uma cidadezinha perdida na ilha de Drauka, ao largo do litoral paulista, onde o nevoeiro parecia nascer da calçada e o silêncio tinha textura. Era o tipo de lugar onde o tempo desacelerava — ou se retorcia — de um modo que deixava agentes experientes desconfortáveis.

E, justamente ali, o Xenophenomena Bureau of Investigation abrira sua Estação Zero temporária, instalada no interior de um Ford Fiesta Sedan 2006, com os painéis modificados e sensores calibrados para detectar o Xenoevento 22/2008:

uma cidade repleta de pessoas cinzentas com olhos mortos — autômatos humanos — e rumores de uma feiticeira que podia copiar rostos.

Marx Ryan, head of operations , estava sentado no banco do motorista, inclinado para trás, os olhos semicerrados. O cansaço era um cobertor pesado, e o motor desligado deixava o interior do carro frio, úmido. O único som eram as notificações abafadas no rádio interno.

— Agente 07 reportando… perímetro nordeste limpo.

— Yeager: continuo sem entender a fisiologia dessas pessoas cinzentas, chefe. Nem vivo, nem morto.

— Maisie: Ai, eu quero esquecer um pouco esses putos cinzentos... Queria alguém que me fizesse gritar um pouco.

— Yamila: Hummmm... Eu posso fazer isso de uma forma estranhamente dolorosa e prazerosa... Se quiser...

— Concentração nos afazeres, pessoal... —  Balbuciou Ryan.

Mas era So-Maya Park quem lhe enchia o peito de uma ansiedade inexplicável. A operação dela começava em pouco tempo, mas nao cheirava a operação coisa nenhuma... Ou estaria ele com ciúmes? Ele a conhecera a pouco mais de 12 hora e ele era... Tão especial...

Meiga. Tímida. Talentosa além da conta. E, sem saber, dona dos pensamentos sonolentos de Ryan naquele lusco-fusco entre vigília e sonho.

Seu último relatório havia sido curto, quase sussurrado, com aquele jeitinho leve dela:

— “Chefe… eu vou encontrar o delegado. O Danilo. Talvez ele saiba algo.”

Ele odiava aquele nome. Danilo.

Sabia que o sujeito era falso. Sabia que era cúmplice da feiticeira, Soo-Jin Park — a doppelganger psicopata de So-Maya.

E, ainda assim, So-Maya parecia ter seus olhos brilhantes ao falar dele. Ou… fingir confiança por profissionalismo. Os “ossos do ofício”, como ela dissera.

— Sobra nada mesmo... —  Murmurou ele entre o sono e o despertar.

Ryan fechou os olhos por um instante.

Imaginou — por um fragmento de lucidez sonolenta — ele e ela, depois de tudo resolvido, em um jantar simples em algum restaurante de estrada. Ela rindo com aquela risadinha contida. Ele finalmente relaxando o rosto duro.

Mas a imagem escorreu como areia entre os dedos.

O rádio estalou. Depois, silêncio.

E então — três toques suaves na janela.

Ryan abriu os olhos, confuso. O vidro estava parcialmente embaçado. Uma silhueta familiar.

So-Maya. De farda.

Ele apertou os olhos.

— Chefe… — disse ela, com um sorriso doce. — Eu vim pegar um equipamento que eu esqueci.

A voz dela era suave demais.

O sorriso, gentil como sempre.

Os olhos… brilhavam como se houvesse eletricidade dentro.

Ryan, ainda meio dormindo, tentou analisar o que estava vendo, mas sua mente boiava num mar cinzento.

— Ah… sim… claro. — Ele destravou a porta. — Entra.

Ela entrou, deslizando para o banco do carona. Seus movimentos eram… estranhamente fluidos. Sensuais demais.

Não era o jeito dela.

So-Maya costumava ser cuidadosa, quase desastrada ao entrar no carro da equipe.

Mas aquela mulher fechou a porta devagar, inclinou a cabeça para o lado, e começou a avançar pelos assentos com uma lentidão calculada.

— Chefe… — ela murmurou, e sua mão subiu até o botão superior da farda. Com um gesto, o desabotoou, revelando o decote. — A noite está tão… Quente e solitária, não está?

Ele piscou, tentando processar.

— Agente Park, é julho... Deve estar uns 10ºC lá fora... Do que está falando?

Ela continuou:

— Você já pensou… em como seria se… — aproximou o rosto do dele — você e eu… esquecêssemos essa investigação estúpida por alguns minutos… e fizéssemos algo bem mais interessante?

Ryan engoliu seco. Não de desejo — mas de pavor desperto.

— So-Maya… — começou ele, tropeçando nas palavras pelo sono. — Você… uh… tem certeza de que…?

Ela não deixava de sorrir.

— “Chefe”… — sussurrou, lambendo os lábios lentamente — por que você está tão tenso? Eu posso… aliviar isso pra você.

Um arrepio gelado correu pela espinha dele.

Algo estava errado.

Muito errado.

Porque:

Primeiro — So-Maya não era assim.

Ela era uma profissional exemplar. Uma dama tímida, gentil. Jamais se insinuaria daquela forma, e muito menos durante uma operação.

Segundo — ela não estaria de farda.

Ela estava prestes a ir a um encontro com o delegado. Teria vestido algo casual. Algo bonito. Algo dela.

Terceiro — e o que selou sua certeza —

ela apoiou a mão direita no painel, mas o cotovelo no banco do carona, de um jeito não-natural.

Um ângulo estranho, naturalmente desconfortável.

Um erro anatômico.

Ou… uma tentativa de disfarçar a dor.

Justo onde Yamila havia golpeado Soo-Jin Park com a Lâmina de Pura Escuridão, laçerando seu antebraço naquele mesmo dia.

Ryan relaxou os músculos do rosto. Fingiu cair na provocação.

Ela aproximou o rosto do dele, os lábios a poucos centímetros.

Ele deixou.

Deixou até o último segundo.

E então, suave como o apertar de um sussurro, Ryan puxou a pistola da cintura e encostou o cano frio na barriga dela.

— Você me subestimou.

Ela congelou.

Ele continuou, voz baixa, firme, implacável:

— Primeiro… So-Maya é uma mulher exemplar. Uma dama acima de qualquer suspeita.

Ela jamais se portaria de forma tão vulgar.

A expressão da mulher mudou.

— Segundo… ela não estaria de farda agora.

O que significa que seu gado — Danilo, ou Guilherme, seja lá qual for o nome falso — não te contou que ela iria a um encontro com ele... Será que... Ah não... Você está sendo enganada? - Ryan sabia ser debochado quando queria. - Deve ser triste ser traída… mesmo sendo tão poderosa e tão incapaz de empatia.

Os olhos dela franziram, a pele vibrou — como se estivesse prestes a rachar.

— Terceiro… você evita tocar o banco com o antebraço.

Você está ferida.

Soo-Jin Park está ferida ali.

Não So-Maya.

Ele sorriu, só de canto.

— E por fim… BANG!

Ele apertou o gatilho.

A arma disparou.

Mas no momento exato do disparo, o corpo diante dele dobrou o espaço, torcendo-se como um reflexo em água quebrada, teleportando para o banco de trás.

A bala atravessou o vidro do carona, estilhaçando-o.

No banco traseiro, uma risada.

Soo-Jin Park, revelada, sentada como uma boneca demoníaca, inclinou a cabeça e gargalhou.

— Se prefere aquela cópia… fique com ela, Marx Ryan… — disse, em português perfeito, tentando dissimular ódio e confiança. — Ela é tão… doce. Eu? Eu prefiro você assim. Confuso. Tão fácil de quebrar.

E antes que Ryan pudesse respirar, ela desapareceu.

Dobrou o espaço como um papel amassado, deixando apenas um rastro de escuridão.

E, ao sumir, uma de suas unhas rasgou o ar — e o rosto de Ryan.

Um corte fino, ardente, que queimava como veneno.

Ryan apertou o ferimento e ficou imóvel.

No vidro quebrado, refletido em fragmentos, estava seu próprio olhar —

a meio caminho entre o sono

e o horror lúcido.

sábado, 29 de novembro de 2025

One More Night City Night (2080)

 


One More Night City Night (2080)

CampanhaDetalhes
TítuloOne More Night City Night
DataAgosto de 2080
LocalNight City, principalmente nos distritos de Little China, Vista Del Rey (Heywood) e Badlands
Protagonista PrincipalEthan Lawson
StatusConcluída

Visão Geral

One More Night City Night é uma campanha ambientada em Night City em Agosto de 2080, focada na investigação e na subsequente busca por vingança de Ethan Lawson, um investigador da Polícia, contra a alta cúpula corporativa e o submundo da cidade. A campanha culmina em um ataque suicida e na exposição pública de uma conspiração corporativa. O bar Afterlife, agora administrado por Claire Russell (apelidada de Sally) após a morte de V e Rogue, serve como cenário base para a aventura.

Enredo

A narrativa de One More Night City Night se desenrola em torno de uma série de assassinatos de prostitutas e uma trama de espionagem corporativa.

Início da Investigação

A campanha começa com Ethan Lawson sendo contratado por Mr. BlueEyes (Maximilien Lokenhaggen) para investigar os corpos de prostitutas pagas assassinadas. Lawson, conhecido por seus métodos truculentos, interrogou violentamente o ripperdoc Viktor Vektor e a netrunner Aleenet. Aleenet, uma netrunner que presta serviços a Viktor Vektor e simpatiza com as Moxes, estava trabalhando apenas para Viktor durante os eventos.

Lawson descobre que uma das vítimas, Pippy, continha um implante militar, um pedaço de monofilamento e o chip de doll de Sophia Hunt. Sophia era uma doll — pessoa que usa um chip para alterar seu comportamento em sessões e ter suas memórias apagadas posteriormente. Lawson contrata June, uma prostituta, para extrair o chip.

Devido ao seu interrogatório agressivo, Lawson é confrontado por Pleiba e Gorila (um "burucutu") a mando de Viktor Vektor. Viktor promete ajuda e proteção a Lawson (que se identifica como Miguel) ao descobrir que Pippy era amiga de Mari Hunt, irmã de Sophia. Mari devia a Viktor manutenções de um implante de braço. Lawson, usando um cartão de BlueEyes, manipula o guarda-costas Heitor e Claire Russell (Sally) para associar gastos na Afterlife a uma chave criptográfica de DNA de um mendigo morto. Claire Russell, a nova administradora da Afterlife, o aconselha a fugir de BlueEyes.

Desvendando a Conspiração Corporativa

Nos laboratórios de Viktor, Aleenet consegue acessar as memórias do chip de Sophia, revelando que a personalidade de doll de Sophia não era sua verdadeira e que ela era viciada em cybershen. É descoberto que Mari Hunt, em um surto de ciberpsicose intermitente (causada por um implante de braço em condições ruins), foi quem matou as meninas no Bar da Lizzy, punindo Pippy por não ter protegido Sophia.

Mari Hunt, uma ex-secretária da Arasaka, que em 2080 estava integrada à gangue nômade "Serpentes" para procurar sua irmã, revela a conspiração:

  1. Mr. BlueEyes tomou o Bar da Lizzy das Moxes e usava as prostitutas como dolls para espionar a Petrochem e a Orbital Air a serviço da corporação EBM (Euro Business Machines). A EBM, uma megacorporação especializada em produtos de informática e eletrônicos, tinha estabelecido sua sede na antiga Torre Arasaka em Corp Plaza em 2079, após a Arasaka pedir recuperação judicial.
  2. Sophia Hunt havia roubado um metal valioso, apelidado de " Rocha Estelar ", que poderia ser usado como combustível sólido para foguetes capaz de mover uma nave a até 4% da velocidade da luz.
  3. Sophia considerou entregar a "Rocha Estelar" aos gângsteres Rapinas ou a um cientista da EBM em Cascadia Town, Archier Reese-Oxley. Cascadia Town é um refúgio livre de radiação no Estado Livre da Cascádia, uma colônia de propriedade conjunta da EBM e VESYI.

Lawson e Mari desenvolvem um interesse romântico e ele a esconde por uma semana dos espiões de BlueEyes usando anarcopunks em Rancho Coronado.

A investigação continua com o foco no sequestro dos filhos de Tsunoda (avalista dos Rapinas). Eles encontram Eve, amante de Tsunoda e viúva de Zak (ex-funcionário de BlueEyes). Durante a invasão ao cofre digital de Tsunoda, a ciberpsicose de Mari é ativada pelo uso de seu braço biônico, mas Lawson consegue acalmá-la. As anotações de Zak revelam o verdadeiro nome de Mr. BlueEyes: Maximilien Lokenhaggen, que morava na estação orbital O’neall e resolvia negócios de gangue no Galpão 13, em Vista Del Rey (Heywood).

O Confronto Final e Morte

Lawson, temendo por sua vida e pela de Mari, passa todos os dados incriminatórios para Aleenet, instruindo-a a hackear os telões do City Center e expor BlueEyes caso eles não retornassem, e lhe dá dinheiro para fugir para São Paulo, Brasil.

No Galpão 13, Lawson, Mari, Tsunoda e Eve se encontram com os Rapinas e a EBM. Sly, o espião de BlueEyes, mostra o corpo esquartejado de Sophia Hunt dentro de uma caixa. Lawson esconde a descoberta de Mari, inicia um tiroteio ao matar Sly, e um intenso combate se segue:

  • Eve é executada.
  • Tsunoda é morto por uma dinamite lançada por Lawson.
  • Mari Hunt erra um salto de 15 metros, cai e é executada por um gangster dos Rapinas.
  • Lawson é severamente ferido e socorrido por Pleiba.

Seis dias depois, Lawson acorda na clínica de Viktor Vektor, onde descobriu ter perdido uma perna, substituída por uma biônica.

Vingança e Legado

Devastado pela perda de Mari, Lawson recusa a sugestão de Viktor para seguir em frente e ativa seu plano de vingança.

Aleenet cumpre o acordo e realiza a exposição pública de Maximilien Lokenhaggen (Mr. BlueEyes) nos telões do City Center, fugindo em seguida para São Paulo, Brasil.

Lawson amarra bombas ao seu corpo, localiza o bunker de Heitor (o guarda-costas) e se explode com ele. A morte de Lawson foi um ato final de retribuição, eliminando Heitor e Sly. Dias após a exposição, o corpo de Maximilien Lokenhaggen (Mr. BlueEyes) é encontrado boiando em uma praia de Pacifica.

Lawson, o investigador, morreu como um Solo, sacrificando sua vida por vingança e justiça contra a alta cúpula corporativa.

Personagens Chave

PersonagemPapel na Campanha
Ethan LawsonInvestigador da Polícia, protagonista. Morto em 2080 após um ataque suicida.
Mr. BlueEyes (Maximilien Lokenhaggen)Vilão corporativo, contratante inicial de Lawson, que usava dolls para espionar a Petrochem e a Orbital Air para a EBM. Seu corpo foi encontrado em Pacifica após ser publicamente exposto.
Mari HuntIrmã de Sophia Hunt, ex-secretária da Arasaka, nômade dos Serpentes. Foi a autora dos assassinatos no Bar da Lizzy devido a um surto de ciberpsicose. Envolvimento romântico com Lawson. Executada no Galpão 13.
Aleenet (Aline Calzzoni)Netrunner, aliada de Lawson e Viktor Vektor. Responsável por descobrir as memórias de Sophia e expor Maximilien Lokenhaggen.
Viktor VektorRipperdoc em Little China, Night City. Aliado de Lawson; prometeu proteção e ajudou a analisar o chip de Sophia.
Sophia HuntDoll e vítima de BlueEyes. Roubou a "Rocha Estelar", um combustível sólido experimental. Foi esquartejada e seu corpo foi encontrado no Galpão 13.
HeitorGuarda-costas de Mr. BlueEyes. Morto por Lawson em um ataque suicida com explosivos.
SlyEspião de BlueEyes. Assassinado por Lawson no Galpão 13.
TsunodaAvalista dos Rapinas e aliado de Eve. Morto por dinamite lançada por Lawson no confronto final.
EveAmante de Tsunoda e viúva de Zak (ex-funcionário de BlueEyes). Executada no Galpão 13.
Claire Russell (Sally)Administradora do Afterlife. Aconselhou Lawson a fugir de BlueEyes.

Localizações e Tecnologias Relevantes

  • Night City: A cidade autônoma onde a maior parte dos eventos ocorre. A EBM, a corporação que BlueEyes servia, estabeleceu sua sede em Night City (Corp Plaza) após comprar a antiga Torre Arasaka em 2079.
  • Afterlife: Bar icônico, agora administrado por Claire Russell, que serve de ponto de encontro para Lawson.
  • Galpão 13: Local em Vista Del Rey (Heywood) onde BlueEyes resolvia seus acordos de gangue e onde ocorreu o confronto final.
  • Rocha Estelar: Metal valioso roubado por Sophia, capaz de ser usado como combustível sólido para foguetes a 4% da velocidade da luz.
  • Cascadia Town: Subdistrito corporativo em Vancouver, no Estado Livre da Cascádia, onde o cientista da EBM, Archier Reese-Oxley, reside. Sophia tinha um plano de refúgio neste local.
  • EBM (Euro Business Machines): Megacorporação que contratou Maximilien Lokenhaggen (BlueEyes) para obter informações da Petrochem e da Orbital Air. A EBM é uma fabricante de produtos de informática e eletrônicos.

A história de One More Night City Night é uma metáfora para o destino inevitável em Night City: mesmo um investigador da lei como Lawson, ao tentar lutar contra a corrupção corporativa, é forçado a abandonar seus princípios e morrer como um Solo, provando que na Cidade dos Sonhos, a única saída é frequentemente um saco de corpos.

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Aline Calzzoni [Wiki]


Informação Biográfica
Detalhes
Nome Completo
Aline Calzzoni
Alias(es)
Aleenet
Local de Nascimento
São Bernardo do Campo-SP, Brasil
Data de Nascimento
14 de Agosto de 2055
Afiliação (Família)
Gangue "Hue's" (Exterminada)
Afiliação (Amigos/Aliados)
"Os Seprentes" (nômades); Moxes; Viktor Vektor
Ocupação
Netrunner independente; Netrunner oficial das Moxes (a partir de 2080); Prestadora de serviços (trilha-redes) para Viktor Vektor
Estilo de Vestimenta
Mistura de entropismo e moda gótica pré-colapsista

1. Biografia e Contexto Familiar

Aline Calzzoni nasceu em São Bernardo do Campo, Brasil, em 14 de agosto de 2055. Sua família, os Calzzoni, fazia parte de uma gangue conhecida como "Hue's".
Ainda jovem, Aline foi entregue pelos pais a um casal de norte-americanos em Night City para escapar da morte certa, pois sua família estava sendo perseguida pela Arasaka. Todos os outros membros da gangue "Hue's" foram mortos e exterminados, com Aline sendo a única sobrevivente.
Com o tempo, sua nova família, os Jackson, se cansou de Aline, que era considerada uma menina difícil e dava muito trabalho. Ela acabou sendo expulsa de casa aos 16 anos.

2. Carreira como Netrunner e Relações Pessoais

Após ser expulsa, Aline passou a vender seus serviços como netrunner independente. Inicialmente, ela precisou de tempo para comprar seus plugs de interface e cyberdeck, usando apenas um laptop.
Dívida (2072): Aos 17 anos (em 2072), Aleenet perdeu 200 eurodólares em um jogo de pôquer onde o vencedor trapaceou. Ela descobriu a trapaça depois, mas essa era uma quantia que ela não possuía e havia pego emprestada. Até hoje, ela deve esse dinheiro a uma conhecida que a abrigou após ser expulsa pelos Jackson.
Os Nômades "Serpentes" (2073–2078): Em 2073, ela fez amizade com Gus, membro de um grupo de nômades vindos do Texas chamados "Os Seprentes". Gus e os Serpentes a abrigaram por um longo período, embora eles tenham partido em 2075. Gus ficou um tempo a mais por amizade com Aline, mas tragicamente morreu em 2078 em um acidente de carro após participar de um racha nas Badlands.
Depressão: A morte de Gus em 2078 foi um ano "muito triste" para Aleenet, que passou 2079 em depressão, recuperando-se levemente apenas no final do ano.
Vínculo com as Moxes (2076): Em 2076, ela se aproximou das Moxes no Bar da Lizzy.
Relacionamento Romântico:
    ◦ Em 2075, teve um breve envolvimento romântico com Kal Kly, um roqueiro "pouco talentoso" que foi sequestrado pela Militech e encontrado meses depois com o rosto mutilado. Eles permaneceram amigos, e Kal Kly se mudou para o Estado Livre da Cascádia.
    ◦ Em 2076, ela conheceu Yukimori, um jovem estudante de diplomacia japonês que se tornaria embaixador do Japão na Cascádia. Eles se apaixonaram e tiveram um relacionamento "breve, mas intenso". No entanto, a família de Yukimori exigiu que ele a deixasse ao descobrir o relacionamento, e ele o fez, o que a fez odiá-lo até hoje.

3. Conflito com a Arasaka e Atuação Posterior (2077–2080)

Vingança e Conflito Pessoal (2077): Em 2077, durante os eventos do assalto ao Kompeki Plaza por V e Jackie Welles, e ainda não tendo superado o fim de seu relacionamento com Yukimori, Aleenet procurou o irmão dele, Haito. Ela foi humilhada por Haito em um escritório da Arasaka. Após a recuperação judicial da Arasaka, Haito retornou ao Japão, mas os dois ainda se odeiam, e seus encontros em Night City geralmente resultam em Aleenet usando o "filho da puta" como elogio mais leve. Foi nesse ano, 2077, que ela ganhou o apelido de "Aleenet".
Afiliação com as Moxes (2080): No início de 2080, Aleenet foi formalizada como uma das netrunners das Moxes. O objetivo de seu trabalho é evitar que as dolls (bonecas) ou meninas da Jig-Jig Street terminem "fritas" como Evelyn Parker. Evelyn Parker era uma doll que sofreu tortura indescritível e suicidou-se em 2077.
Trabalho com Viktor Vektor: Ela também trabalha como trilha-redes (rastreadora de redes) para o ripperdoc Viktor Vektor, que é um fixer importante em Heywood.

4. O Caso Mari Hunt e Maximilien Lokenhaggen (2080)

Em Agosto de 2080, Aleenet estava trabalhando para Viktor e se envolveu na campanha One More Night City Night.
1. Envolvimento Inicial: Ela foi interrogada violentamente pelo investigador da Polícia Ethan Lawson, que estava investigando a morte de Mari Hunt e Pippy, que eram amigas de Mari Hunt.
2. Cooperação Forçada: Após ser ameaçado por Gorila e Pleiba (enviados por Viktor), Lawson concordou em negociar com Viktor. Aleenet ajudou Lawson, pois Mari Hunt devia a Viktor manutenções por causa de um implante de braço defeituoso.
3. Descobertas Cruciais: Aleenet acessou as memórias do chip de doll de Pippy, descobrindo que a personalidade devassa não era a verdadeira de Sophia Hunt (a quem as memórias pertenciam) e que Sophia era viciada em cybershen. Ela também descobriu que Mari Hunt havia matado as meninas no Bar da Lizzy em um surto de ciberpsicose intermitente.
4. A Conspiração da EBM: Mari revelou a Lawson que Mr. BlueEyes estava usando dolls como espiãs para roubar informações da Petrochem e da Orbital Air a serviço da corporação EBM (Euro Business Machines). O item roubado era um metal valioso, chamado "Rocha Estelar", que poderia ser usado como combustível sólido para foguetes, capaz de mover uma nave a 4% da velocidade da luz.
5. A Exposição e Fuga: Lawson, antevendo sua morte, deu a Aleenet todos os dados incriminatórios sobre Mr. BlueEyes (Maximilien Lokenhaggen). Ele instruiu Aleenet a hackear os telões do City Center e expor Lokenhaggen caso ele e Mari não voltassem. Aleenet concordou em realizar a exposição e recebeu dinheiro de Lawson e Viktor para fugir para São Paulo, Brasil.
6. O Desfecho: Aleenet executou o plano, expondo publicamente Maximilien Lokenhaggen, o que levou à sua morte dias depois (o corpo foi encontrado boiando em Pacifica). Enquanto isso, Lawson cometeu um ataque suicida com bombas para matar o guarda-costas de Lokenhaggen, Heitor.

A Aleenet chegou a ter um relacionamento inicial com Pleiba, mas ela ao fugir, deixou o leão de chácara de Viktor para trás em Night City.

Eddie Koemann [Wiki]

Informação Biográfica Detalhes Nome Completo Edward Koemann Alias(es) Eddie Local de Nascimento Kinsale, Irlanda. Data de Nascimento 4 de Ab...