sábado, 14 de agosto de 2021

[Insular] Scarlett Red e Shaninkwa Spectre

Meus jogadores que conhecem bem o meu cenário já conhecem o nome dessas duas lendas das minhas mesas. De um lado a barda Scarlett Red, que dá as caras no heroísmo no ano 200 d.c e Shaninkwa Spectre, uma guerreira mercenária com um parafuso a menos, mas muito poderosa que quis o destino que se convertesse numa templária do vício e que fosse até as distantes terras de Elfium em busca da armadura de Pompeus. Abaixo, farei uma pequena linha do tempo da vida de ambas, pois elas se cruzam muitas vezes.

Linha do tempo:

  • 171 - Nasce Scarlett Red em Ática.
  • 179 - Scarlett Red começa a aprender a tocar banjo.
  • 180 - Nasce Shaninkwa Spectre em Prantera.
  • 181 - Scarlett começa a aprender a lutar com espadas.
  • 192 - Shaninkwa tranca seu padrasto assassino e estuprador no celeiro e coloca fogo nele.
  • 195 - Shaninkwa, já afamada por sua insanidade e força, faz sua primeira missão como mercenária.
  • 196 - Shaninkwa mata Kar-Opol, um bárbaro que liderava seu grupo de mercenários e toma a frente dele.
  • 198 - Scarlett Red começa suas viagens como barda tocando em tavernas e pubs.
  • 199 - Vladimir Capa-preta contrata os serviços de Shaninkwa para treinar seu exército pessoal.
  • 200 - Scarlett Red conhece o Monge da Virtude, Lukas, e acabam se envolvendo numa luta para a libertação de Trokbrokk das garras do mago Morovian. Após isso Scarlett Red se encontra com Shaninkwa Spectre pela primeira vez, na tentativa de golpe contra Kalak II por parte de Vladimir Capa-preta.
  • 201 - Scarlett Red e Lukas, como uma dupla de aventureiros, ajudam a resgatar o embaixador dos anões: Mjolnür, frustrando assim um grupo de elfos negros cultistas de Briac, o lendário grande dragão negro de cabeça dourada.
  • 202 - Shaninkwa Spectre, agora trabalhando solo como mercenária, conhece num desses acasos do destino Valentinus, que a leva até o "Espaço Espectral" e permite que ela viaje pelo multiverso, tendo indo para outros mundos e realidades.
  • 203 - Shaninkwa retorna de sua viagem multiversal e volta a vender seus serviços como mercenária.
  • 205 - Shaninkwa ajuda Ulfgaar Ironhammer a recuperar seu trono em Bogomil.
  • 209 - Scarlett Red ouve a pregação de Aslameru Ichté no Porto de Ática e se torna aslamerista, se mudando para A última fronteira, no retiro de Aslameru.
  • 212 - Shaninkwa Spectre, aliada do grupo de Hiddan, Hagnar, Konoha, Zed e Lucius, se envolvem nos eventos da Guerra da Entropia, escoltando Aslameru até a Assembléia Universal dos Fiéis da Virtude. Shaninkwa se consagra Templária do Vício, mas trai a Assembléia Universal dos Fiéis do Vício e derrota X pela primeira vez.
  • 213 - Scarlett Red recebe sua irmã no retiro de Aslameru para lhe auxiliar durante sua gravidez. Nesse ano nasce Danika Red, filha de Scarlett Red.
  • 215 - Shaninkwa estudando o poder do Vício se corrompe e começa a se opor aos Paladinos da Virtude e do Autor. Inicia por conta disso sua busca pela Tessa.
  • 218 - Scarlett Red deixa sua filha Danika sob os cuidados de sua irmã, Tristran, e sai pelo mundo em busca de aventura. 
  • 219 - Shaninkwa Spectre, já completamente corrompida pelo poder das Trevas finalmente descobre o paradeiro da Tessa no continente de Elfhium. Shaninkwa junta seu exército de mortos-vivos e mercenários para atacar Gnomia e o Forte Wellas.
  • 220 - Valentinus convoca Hiddan, Zed, Hagnar e Scarlett Red para impedir que Shaninkwa Spectre retirasse a Tessa da caverna na Montanha das assombrações. Após a luta, Scarlett Red vence e mata Shaninkwa. Scarlett, aos 49 anos, opta por continuar vivendo em Elfhium e se aposenta de sua vida de aventureira.

domingo, 1 de agosto de 2021

[Insular] Calendário e planeta.


Como explicado no livro básico de Insular, o planeta que dá nome ao cenário é um planeta pequeno que devido a um núcleo ultra-denso e bastante ativo é capaz de ter um campo gravitacional e magnético similar ao da Terra. Insular tem um satélite natural que é uma lua pequena com cerca de 750 km de diâmetro, mas que devido a efeitos de maré acabou se partindo em alguns pedaços sendo chamada pelos "insulanos" de "a lua quebrada", tal evento teria ocorrido a cerca de 12 mil anos atrás.

Outra informação pouco conhecida é que Insular orbita uma estrela pequena, uma anã vermelha, num sistema solar que só tem outros dois planetas além de Insular. Um que é 30% maior que Insular que fica mais próximo da estrela, sendo portanto, muito quente para abrigar vida chamado pelos halflings de Solaru e o terceiro planeta, um gigante gasoso fora da zona habitável, que está muito mais distante do sol que qualquer outro, que é Umbra segundo os estudos dos halflings.

Insular, assim como a Terra tem quatro estações e seu dia dura cerca de 24 horas. Mas diferentemente da Terra, Insular tem apenas 10 meses no ano, que é o tempo que o planeta leva para dar uma volta completa em torno de sua estrela. Os meses são:

1- Solaru ou mês da estrela - período em que o planeta Solaru fica visível dia e noite no céu como uma estrela. Nesse mês os elfos fazem a festa de início do ano que é quando Solaru atinge o zênite, que é o ponto mais alto do céu a festa dura cerca de 1 semana que é o tempo que Solaru ocupa essa posição na abóbada celeste.

2- Brisal - Mês dos ventos frios, marca o início do inverno no continente norte. Embora no sul seja verão, o mês devido ao poder da cultura élfica tem o mesmo nome.

3- Nevália - Mês mais frio do hemisfério norte. Marcado pelo período das nevascas.

4- Mornado - Mês que marca o fim do inverno e início da primavera no hemisfério norte. Nas regiões de clima temperado é a temporada das flores e nas regiões de clima polar e continental, marca o fim das nevascas e ocorrem apenas granizos e ventos frios, como em Brisal.

5- Buquê - Mês que é o auge da primavera, com muitas flores em regiões de clima temperado e temperaturas agradáveis em regiões de clima continental. Nas regiões tropicais tende a ser o mês mais chuvoso.

6- Oceano - Mês do oceano é o mês onde os dias começam a ficar quentes e soalheiros e é também o mês das marés altas, onde a lua quebrada fica mais próxima de Insular e, portanto, tem seu efeito gravitacional mais forte. Marca o início do verão.

7- Veraneio - Mês mais quente do ano no hemisfério norte, marca o auge do inverno no sul.

8- Mormaço - Marca o fim do verão no hemisfério norte e início do outono. 

9- Pomar - Auge do outono no hemisfério norte e auge da primavera no hemisfério sul. É o mês das frutas e é onde tende a ocorrer as festas da colheita.

10 - Umbra - mês em que Insular alcança o ponto mais distante em relação a sua estrela. Os dias ficam menos luminosos e começa a queda de temperaturas. No fim do mês Solaru já começa a ficar visível no horizonte. Marca o fim do outono no hemisfério norte, também chamado de mês das folhas vermelhas, onde os humanos aslameristas comemoram o aparecimento de Aslameru no extremo-sul com o ritual da folha vermelha, um evento que dura 2 dias com trocas de presentes e ceias fartas.

É importante dizer que o mapa de Insular tem o seu equador abaixo do meio do mapa porquê a catalogação de terras e continentes foi feita pelos elfos do sul do continente norte, e eles acharam por bem colocar-se como o centro do mundo conhecido. Portanto esta é uam decisão cartográfica ideológica e etnocêntrica.

segunda-feira, 26 de julho de 2021

[Contos] O mistério do "Vale do Nada" - Parte 4.2

 Ivan passou por um mendigo cabisbaixo encostado na mureta do chafariz em construção e perguntou:

- Opa, firmeza?

O mendigo olhou para ele como se visse uma parede em branco, sem qualquer emoção. Não respondeu.

- Então, é cedo ou a cidade é bem paradona assim mesmo?

O mendigo sorriu com a boca meio torta (ou pelo menos pareceu, pois estava parte dela embaixo de uma barba suja e desgrenhada) e disse:

- Esse lugar não tem muita vida, se é que me entende.

- Então, estou vendendo uns cigarros e vejo que o senhor tem aí 10 reais. Te faço esse pacote aqui por 10, o que acha? - Ivan queria ver o quão maleáveis eram os citadinos.

O mendigo coçou a barba e pensou que fumar daria um bom alívio naquele que seria mais um dia de cão.

- Tá, tá! Me vê o pacote aí. - Disse o mesmo apontando para o chapéu.

Ivan se abaixou, pegou o dinheiro e deixou o pacote. O mendigo desembalou um maço, retirou um cigarro e perguntou: - Tem isqueiro?

Ivan acenou com a cabeça positivamente, pegou o isqueiro no bolso e deu ao  mendigo. 

- Cortesia. - finalizou.

O mendigo agradeceu com olhar meio insano.

- Você é gente boa, é melhor ir embora antes de arranjar problemas. - Disse ele entre uma tragada e outra - Conselho de quem conhece a vizinhança.

Ivan franziu o cenho curioso.

- Como assim?  - Perguntou.

- Acredite em mim. Você não vai querer saber. Se quiser dar uma olhada, fique a vontade, mas não fique muito tempo e evite ficar de prosa. 

Ivan achou aquilo estranho. Havia achado o local perfeito para se instalar e recomeçar o império do crime de sua família, mas um estranho mendigo no meio de uma praça semi-deserta o havia recomendado o contrário. Ivan já havia trocado tiros com milicianos, traficantes e policiais. O que um bando de caipiras que falam de bombacha e que falam "tchê" poderiam fazer de mal? nem na rua punham as caras!

- Obrigado pelo conselho... - Ivan falaria algo mais mas o mendigo, com cortesia zero o interrompeu.

- Cala a boca. Evite ficar zanzando nas bordas da cidade. Coisas ruins acontecem por lá e, se possível, vá embora antes de anoitecer.

Ok, o cara me mandou calar a boca - pensou Ivan - agora esse cara está me aborrecendo.

- O que poderia acontecer de ruim? 

O mendigo olhou para Ivan com olhar ensandecido após uma tragada e começou a rir com tom de voz fraco, mas sem cessar.

Ivan se aborreceu mais ainda, mas preferiu sair e tentar um diálogo com alguém menos louco. Já estava se sentindo patético de perder tempo com um mendigo. Só Deus sabe que tóxicos essa cara já deve ter usado, pensou. Ivan acenou ironicamente, como quem dava adeus e foi saindo em direção a um banco atrás em diagonal. O mendigo pareceu achar ainda mais graça do gesto.

Ivan fez isso pois viu uma jovem magra mas de belo rosto sentada num banco mais atrás olhando para a praça distraída, e quando se aproximou quase não percebeu o olhar de pânico que ela fez.

- Er... Olá, jovem. Está tudo bem?

A moça engoliu o soluço que estava prestes a soltar e acenou positivamente com a cabeça.

- Você sabe onde tem um mercado aqui? Eu não sou daqui estou de passagem vendendo algumas quinquilharias. - Disse ele ainda desconfiado.

A moça, pálida, ficou uns dois segundos olhando para ele inerte antes de responder.

- A.. Aqui atrás tem um. - E apontou o polegar direito para a porta do estabelecimento.

Ivan achou o comportamento bizarro. Essa gauchada roceira, gente esquisita, pensou ele.

A moça pareceu desinchar e corar de novo, como quem soltasse um ar aliviado.

- Tem certeza que está tudo bem? - Ivan tornou a perguntar.

- Sim, sim. Peço desculpas. Achei que fosse outra pessoa. - Disse a moça.

- Qual seu nome?

- Jéssica - respondeu ela.

- Prazer, Ivan - disse ele estendendo a mão como quem esperasse um cumprimento igual - Você é daqui?

Jéssica estendeu a mão e quase se arrependeu com o aperto de mão forte a ponto de estalar os ossos que Ivan deu.

- Não, não. Estou só de passagem também. - Respondeu.

- Fuma?

- Já fumei quando mais jovem. Hoje não, preciso do meu corpo saudável para trabalhar... Mas nada contra - Disse ela.

Ivan achou a justificativa estranha. Pensou que a moça era prostituta, mas não falou nada. Apenas remoeu a informação e pensou: Ótimo, Ivan. Com o mendigo e a moça você já pode montar um camelódromo e um puteiro na cidade.

- Bem, eu vou entrando. Obrigado pela atenção. - Disse encaminhando-se para a porta do mercado. Se não fosse pela indicação de Jéssica, Ivan não teria notado tamanha a degradação da tintura do letreiro na parede. Entrou, viu o mesmo cenário que Jéssica. Um caixa que parecia estar dormindo de olhos abertos e um arrumador de prateleiras tão sem vida quanto. Ao se aproximar percebeu que ambos tinham um tom de pele acinzentados, chegou a levantar os óculos para confirmar e ao confirmar, começou a temer que o mendigo tivesse razão. Porém, achando-se ridículo, afastou os maus pensamentos com uma hipótese mais prosaica. 

Esse povo não deve tomar sol, carência de Vitamina D eu acho. - pensou.

- Olá, em que posso servi-lo, senhor? - Perguntou o caixa.

- Sou Ivan, vendo cigarros e outros produtos. Vocês estão comprando algo? Tenho cigarros e aparelhos de IPTV. 

O caixa pegou uns papéis debaixo do caixa registrador antigo (um modelo que devia datar da década de 70) e olhou. Pareceu fazer contas e respondeu com voz lenta e monótona:

- Sim, senhor. Compramos sim.

Ivan deu um preço cinco vezes maior que o que deu ao mendigo na esperança do vai que cola e, sem pensar duas vezes, o caixa retirou os 50 reais e pagou-o. Ivan deixou o pacote de cigarros sobre o balcão, pegou o dinheiro, conferiu para ver se era verdadeiro e, confirmando, pôs na carteira.

- Obrigado. - disse Ivan ainda incrédulo - Vocês sabem quem compra eletrodomésticos na cidade? - Complementou.

O caixa continuou olhando para Ivan sem nada responder.

- Sabe? - Insistiu.

...

Silêncio apenas.

- Olá, em que posso servi-lo, senhor? - Perguntou o caixa com voz idêntica a que falou da primeira vez.

Ivan já estava se sentindo estranho na cidade e o sujeito ficar encarando-o sem responder e depois repetir tal qual um gravador a fórmula mais que decorada de "em que posso servi-lo" o fazia se sentir mais estranho ainda. Ivan, por fim, acenou com a cabeça e se despediu.

- Err... Obrigado.  - falou saindo.

- Volte sempre - disse o caixa com olhar inerte.

Ivan ao voltar seus olhos novamente para a praça viu que a moça já se havia levantado do banco e estava conversando com duas outras pessoas do outro lado da praça. O mendigo por sua vez olhava para ele rindo as gargalhadas e fumando animadamente o cigarro.

Ivan teve um mau presságio.


domingo, 11 de julho de 2021

[INSULAR] Escala de Köppen para climas

Uma das formas mais eficientes de proporcionar imersão em um jogo de RPG é você descrever bem os elementos físicos que compõem os lugares, tais como características das cidades, das pessoas, os estilos de arte envolvidos na arquitetura, o tipo de clima e de vegetação, e para oferecer um enriquecimento desse tipo a quem usa o cenário Insular, estamos disponibilizando a classificação de Köppen dos climas do mundo.


From WikiA classificação climática de Köppen-Geiger, mais conhecida por classificação climática de Köppen, é o sistema de classificação global dos tipos climáticos mais utilizado em geografia, climatologia e ecologia.[2] A classificação foi proposta em 1900 pelo climatologista russo Wladimir Köppen, tendo sido por ele aperfeiçoada em 1918, 1927 e 1936 com a publicação de novas versões, preparadas em colaboração com o alemão Rudolf Geiger (daí o nome Köppen-Geiger).

A classificação é baseada no pressuposto, com origem na fitossociologia e na ecologia, de que a vegetação natural de cada grande região da Terra é essencialmente uma expressão do clima nela prevalecente. Assim, as fronteiras entre regiões climáticas foram selecionadas para corresponder, tanto quanto possível, às áreas de predominância de cada tipo de vegetação, razão pela qual a distribuição global dos tipos climáticos e a distribuição dos biomas apresenta elevada correlação.

Na determinação dos tipos climáticos de Köppen-Geiger são considerados a sazonalidade e os valores médios anuais e mensais da temperatura do ar e da precipitação.[3] Cada grande tipo climático é denotado por um código, constituído por letras maiúsculas e minúsculas, cuja combinação denota os tipos e subtipos considerados.


Cidades importantes:


Boreal - População: 250 mil pessoas.
Clima: Dfa - Chuva distribuída regularmente ao longo do ano (sem estação seca); 4 estações bem definidas; Temperatura média no inverno: -16ºC; temperatura média anual: 12ºC; temperatura média no verão: 25ºC.
Vegetação predominante: Taiga.
Exemplos no nosso mundo: Toronto, ON (Canadá).

Ática - População: 400 mil pessoas.
Clima: Cwa (beirando Cwb) - Chuvas concentradas no verão; inverno seco; 3 estações bem definidas (verão, inverno e intermediária); temperatura média do inverno: 4ºC; temperatura média anual: 18ºC; temperatura média no verão: 23ºC.
Vegetação predominante: Floresta mista - eucaliptos, palmeiras, pinheiros e araucárias.
Exemplos no nosso mundo: Campos do Jordão, SP (Brasil).

Surnalis - População: 100 mil pessoas.
Clima: As - Chuvas concentradas no verão; duas estações bem definidas (chuvosa e seca); temperatura média do inverno: 16ºC; temperatura média anual: 22ºC; temperatura média do verão: 33ºC.
Vegetação predominante Floresta tropical.
Exemplos no nosso mundo: Vitória, ES (Brasil).

Austral - População: 120 mil pessoas.
Clima: Subpolar - Chuvas escassas mas mais constantes no verão; apenas duas estações (verões curtíssimos e invernos longos); temperatura média do inverno: -25ºC; temperatura média anual: -1ºC; temperatura média do verão: 8ºC.
Vegetação predominante: Tundra.
Exemplos no nosso mundo: Faro, YK (Canadá)

Szan - População: 3500 pessoas.
Clima - Csb - Chuvas concentradas no inverno e verões amenos; quatro estações bem definidas; temperatura média no inverno: -3ºC; temperatura média anual 16ºC; temperatura média no verão: 21ºC.
Vegetação predominante: Floresta mista - Carvalhos, pinheiros, abetos e araucárias.
Exemplos no nosso mundo: Bragança (Portugal).

Bogomil - 60 mil pessoas.
Clima - Cwb (beirando o Cwc) - verões chuvosos, três estações bem definidas, características de regiões montanhosas; temperatura média de inverno: -3ºC, temperatura média anual: 10ºC; temperatura média do verão: 18ºC.
Vegetação predominante: Pastos e matagais devido às rochas das montanhas.
Exemplos no nosso mundo: La Paz (Bolívia).

Gnomia - 1000 pessoas.
Clima:  Dfa (beirando Dfb) - Chuva distribuída regularmente ao longo do ano (sem estação seca); 4 estações bem definidas; Temperatura média no inverno: -15ºC; temperatura média anual: 10ºC; temperatura média no verão: 23ºC.
Vegetação predominante: Taiga e um pouco de tundra na fronteira.
Exemplos no nosso mundo: Moscou (Rússia).

Outras:


Oceânica - População desconhecida.
Clima: cidade submersa, mas caso estivesse na superfície seu clima seria Cfd - Sem estação seca, só inverno. Temperatura média no inverno -40ºC, temperatura média anual -10ºC; temperatura média do verão -5ºC. Apenas ligeiramente mais brando que A última fronteira.
Vegetação predominante: Tundra.
Exemplos no nosso mundo: Oymyakon (Rússia).

Falenhäär - 30 mil pessoas (Cidade onde Arr "Toughfest" of Grave escolheu morar após a independência de Surnalis).
Clima: Cwa - Chuvas concentradas no verão; inverno seco; 3 estações bem definidas (verão, inverno e intermediária); temperatura média do inverno: 8ºC; temperatura média anual: 20ºC; temperatura média no verão: 29ºC.
Vegetação predominante: Floresta mista - eucaliptos, palmeiras, pinheiros e araucárias.
Exemplos no nosso mundo: Espera Feliz, MG (Brasil).

sábado, 10 de julho de 2021

[Contos] O mistério do "Vale do Nada" - Parte 4.1

Jéssica desceu do carro que deixara estacionado próximo a um ponto de ônibus na entrada da cidade. Como a cidade era pequena, pensou: pode ser uma boa ideia poupar gasolina e andar a pé na cidade, já que ela me parece bem pequena. Jéssica então, decidiu procurar uma hospedaria ou hotel. Em seus anos na vida noturna, estava acostumada a dormir nos locais moralmente mais inóspitos, de boates a motéis, então, um hotel de cidadezinha pequena não seria problema.

A medida em que se aproximava do centro da cidade (o que não demorou quase nada), sentiu fome. Quando atravessava a estranha praça central, parou e refletiu um pouco suas prioridades: não faria nenhum mal comer antes de me hospedar em algum lugar. Jéssica virou sua cabeça, o que fez escorrer pelos seus ombros sua cabeleira castanha. De imediato viu um supermercado, numa construção que mais parecia uma casa de colonos alemães mal pintada, onde o letreiro do mercado, pintado com tinta azul, agora estava desbotado e descascando. Abriu sua caretira, revelando sua identidade e os cartões de banco, e verificou quanto dinheiro ainda tinha. Contou as notas e falando consigo mesma em voz baixa disse:

- 470 reais... Nada mal - pensou.

Guardou a carteira no bolso traseiro do minúsculo short jeans que vestia, revelando suas pernas magras mas bem torneadas pelos anos de dança, onde na coxa direita, havia um anel tribal tatuado ao redor dela. Apesar de o dia estar nublado e frio, temia que alguém a reconhecesse dado os eventos dos últimos dias, por isso baixou seus óculos escuros, antes sobre a cabeça, agora no lugar correto. O óculos cintilava e dava um ar imponente a nossa dançarina, combinando bem com um piercing argola no nariz e um pequeno perfurando a bochecha esquerda.

Caminhou confiante em direção ao mercado (ou pelo menos tentou demonstrar isso, embora não fosse verdade) e, ao entrar se surpreendeu com quão pouco movimentado o mercado era. Havia apenas um caixa e um rapaz organizando umas poucas prateleiras. Nenhum comprador. Nenhum. Foi então que lhe ocorreu que no lado externo também não havia visto nenhum pedestre pela cidade.

Era um dia frio - pensou - as pessoas devem estar em casa com cobertores pesados, meias grossas e tomando chimarrão. Isso lhe deu um certo otimismo, muito pouco provavelmente a reconheceriam e, com tão poucos cidadãos nas ruas, o risco ainda seria mais diminuto. Começou a caminhar por entre as prateleiras a procura de algum salgadinho ou guloseima. Embora Jéssica fosse magra, gostava de besteiras que poderiam lhe render "algumas boas" estrias ou celulites que, se não fosse sua boa rotina de treino, já existiriam a essa altura.

Antes porém, que localizasse as guloseimas por si mesma um atendente a abordou.

- No que posso ajudá-la senhora? - Disse ele com voz monótona e lenta.

Senhora? - Jéssica pensou com bom humor - Ou eu pareço velha ou esse rapaz é um gentleman. - Concluiu.

Como dançarina de pole dance, uma dança sensual que pode eventualmente envolver topless, Jéssica estava acostumada a ser confundida e tratada como prostituta pelos homens, portanto, "senhora" lhe soava pitoresco. Coisas do interior - pensou.

- Ah sim, quero de um salgadinho, alguma coisa barata. - Disse ela.

O rapaz, com olhar morto e sem vida respondeu da forma mais seca e esquisita possível:

- Siga-me.

Jéssica ainda estava tão encafifada com o "senhora" e com sua preocupação em ser reconhecida por alguém, que nem notou as feições semi-mórbidas do rapaz. Após apontar o local das guloseimas, o rapaz voltou ao seu afazer monótono de organizar prateleiras, tão monótono quanto seu olhar desinteressado ou sua fala sem vida. Jéssica sacou um pacote de fandangos, foi até o caixa, pagou sem prestar muita atenção a pessoa que lhe atendera, tão estranho ou sem vida quanto o outro atendente e saiu.

Caminhou concentrada olhando para o pacote que estava abrindo e se dirigiu a um banco de praça que estava próximo ao mercado. Foi quando viu a primeira viv'alma da cidade. Um mendigo que se sentara no que parecia ser um chafariz inacabado ou seco. Ele estava com roupas esfarrapadas como qualquer mendigo, cabelos grisalhos desgrenhados como de qualquer mendigo de meia idade e um pequeno chapéu virado de boca para cima no chão, como se esperaria de qualquer mendigo. Jéssica que conhecia bem a sensação de ser considerada alguém a margem da sociedade se compadeceu, deu-lhe uma nota de 10 reais.

Ouviu um obrigado com voz trêmula, ao que ela respondeu com um sorriso amigável. Retornou ao banco e sentou degustando o salgadinho. Após alguns minutos perdida em pensamentos, finalmente relaxou um pouco, e pôs-se a observar a praça. Uma praça esquisita - pensou.

A praça era apenas uma enorme calçada quadrada, sem gramado e com alguns poucos bancos espalhados nas extremidades, próximos aos estabelecimentos comerciais adjacentes. Tinha no seu centro um enorme chafariz inacabado. A borda dele - que lhe servia também de paredes - devia ter um metro e dez centímetros de altura, mas o seu interior não estava preenchido por concreto, era apenas terra batida com um punhado de mato, num formato côncavo, onde o meio era mais profundo que suas extremidades, quase como se uma coisa pesada tivesse caído ali e afundado a terra no meio. Havia ainda um coreto branco de madeira vazio no meio da praça. Foi quando percebeu que nunca tinha visto um coreto fora dos filmes ou das novelas de época - sentiu um desejo de ir até ele, mas resistiu e preferiu ficar comendo o salgado. Nesse momento, Jéssica viu o que parecia ser o segundo transeunte da cidade se aproximando, na verdade vinha pela rua na frente da praça um carro velho, um Chevrolet Monza vinho, popularmente conhecido como "Monza Tubarão". O seu dono estacionou próximo a praça, demorou um pouco para sair, mas desceu do carro. Pareceu ajeitar algo na cintura e caminhou em direção ao centro da praça, como quem se dirigisse para falar com o mendigo.

Sua figura era estranha, usava uma camisa de flanela aberta no peito, revelando um crucifixo de prata e os cabelos no tórax, parecia friorento. Seu chapéu era o tipo que se esperava de um malandro e usava um ray-ban tão falso quanto o que ela mesma estava usando. Se aproximou do mendigo e pareceu ter lhe vendido alguma coisa que o mendicante comprou com o dinheiro que ela havia dado. Conversou algo com o mendigo e na sequência o homem voltou seu rosto para ela, caminhando na sua direção.

Jéssica gelou. - Será que é alguém enviado por Gustavo? - pensou - Não acredito que ele me achou! - Jéssica só pensou que tomaria outra surra, agora numa cidade onde não conhecia ninguém e onde não haveria ninguém para lhe ajudar. Apertou a mão contra o bolso esquerdo do short, onde havia colocado um canivete que sempre carregava para auto-defesa.

O homem se aproximou dela, abriu um sorriso meio sádico e parecia que ia dizer algo, quando Jéssica pensou: ferrou!

[INSULAR] A história dos heróis do mundo e a morte do clérigo do Vício.

 Os eventos a seguir ocorrem após o ano 225 d.C.

No ano 225 a princesa Reddina, filha caçula do Rei Isael I de Ática foi sequestrada por Maximus Birrhus, um feiticeiro pago a peso de ouro por um membro da Gerúsia oriundo de Surnalis. O objetivo dele era forçar o rei Isael a conceder a independência de Surnalis, uma vez que havia uma crise econômica e política fortíssima no reino humano. A conspiração foi descoberta por Ser-Dio, um halfling aliado dos elfos negros cedido por X para dissipar a suspeita do rei sobre eles; Barzaphir, clérigo da virtude meio-elfo nascido no continente norte e Alcör do rio Thames, uma elfa que estava em Ática em busca de aventura. A fama que os três fizeram motivou que A Assembléia Universal dos Fiéis da Virtude e do Autor (AUFAV), na pessoa de Valentinus, seu grão-mestre, solicitou ao rei Alberto I de Surnalis (reino humano recém-independente) que lhe cedesse Arr of Grave para uma missão. Ao chegar a AUFAV, ordenou ao Paladino do Autor, Arr "Toughfest" of Grave os recrutasse para impedir que X libertasse Toball e os Abissais em Elfhium.

No ano de 230, a agitação do crescimento do aslamerismo e seu fundamentalismo religioso pôs em xeque o equilíbrio da religião ancestral e, temendo uma nova guerra genocida que exterminasse os elfos negros, X procurou por uma solução final: ir a Elfhium, invadir o subplano em busca de Toball, pegar a chave negra e fazer o ritual para a remoção da Tessa (a armadura de Pompeus), o que liberaria Toball e os abissais para dominarem o mundo,

Tendo recebido uma visão do próprio Aslameru Ichté, Valentinus ordenou a busca pelos heróis de Ática, mas ao chegar no continente central, Arr descobriu que Alcör estava desaparecida e que Ser-Dio havia morrido, condenado por traição em Austral. Arr, porém, convocou Eredin, discípulo e amigo de Ser-Dio para a batalha. No subplano, a crew derrotou todos os abissais e derrotou X, numa luta breve que ocasionou sua morte. Desde então a Assembléia do Vício está acéfala e por decidir quem será seu novo grão-mestre, e os elfos negros temem sua extinção.

terça-feira, 6 de julho de 2021

[Contos] O mistério do "Vale do Nada" - Parte 3

Velaski estava sentado em sua cama enquanto tentava não olhar no rosto de seus pais. Sua mãe, uma mulher batalhadora e trabalhadora manifestava grande desapontamento pelo filho. O pai, cuja presença era meramente simbólica, estava manifesto numa foto dentro de um porta-retratos sobre a mesa de cabeceira da cama, com olhos semicerrados e focados em quem o observa, como se o julgasse desde cima.

Velaski sempre fora o garoto problema da família, não foram poucas vezes que a mãe teve de sair do trabalho para ir a escola para resolver seus problemas disciplinares, ás vezes com brigas, ás vezes com vandalismo, enfim. Após sair do ensino médio e após não conseguir se estabelecer na vida, tendo tido tantos empregos quanto meses no ano, Velaski decidiu apostar na via do crime. Nada excessivamente grave, pequenos furtos e punga. Mas mesmo no seu caos interior Velaski tinha uma noção bastante aprofundada de certo e errado, sabia que o que fazia e como se comportava era errado. Mas era mais forte que ele. Ele sempre sentia um impulso profundo, como que vindo do mais inacessível espaço do espírito que lhe levava a fazer as coisas que nem sempre desejava. Quando furtava, furtava apenas o necessário para si ou coisas de pequeno valor, como canetas, lixas de unha ou pendrives. Quando batia uma carteira, retirava o dinheiro e deixava os documentos, punha a carteira em algum lugar visível para que pelo menos os documentos fossem recuperados. Certa vez, roubou uma carteira com vários cartões de crédito. Deixou os documentos, afanou o dinheiro e jogou os cartões no esgoto. Não queria que outro oportunista desse golpes maiores nas pessoas.

Certo dia, no centro de Pelotas, viu um homem forte "dando mole" com a carteira, oportunidade perfeita. Imediatamente cercou-o e pegou com seus dedos leves a carteira. Para sua infelicidade, uma mulher numa sacada de prédio (que ele não havia percebido) viu seu movimento semi-malicioso e gritou. O homem virou-se, agarrou seu braço e o agrediu várias e várias vezes. A vizinha chamou a polícia e Velaski foi encaminhado a delegacia. Após algumas horas a mãe chegou a DP com um defensor público e com suas parcas economias para pagar uma fiança. O retorno para casa foi a parte mais branda, já que um silêncio enorme se manteve entre os dois. Foi em casa que a coisa não ficou boa. Sua mãe, irritada, jogou a bolsa no sofá com força e arremessou um copo americano no chão da cozinha.

Velaski se assustou. nunca vira a mãe tão irritada.

- Você é uma decepção na minha vida! - Disse ela entre lágrimas e grunhidos de ódio.

- M-ma-mãe? - A voz de Velaski mal saía.

- Eu não vou deixar você se perder na vida... Não... Não mais do que já se perdeu! - Diz ela com ódio na voz.

- Desculpa, eu não sei o que... - Velaski não teve tempo de terminar quando sua mãe ergue a voz como um trovão apertando seu pulso.

- Eu tenho um irmão que se mudou para uma cidade no interior a 3 anos. Nunca mais falei com ele, mas ele era rígido com os filhos e você vai ficar com ele. Vou te mandar pra lá! - Diz ela.

- Lá? Onde?

- Crescente. 

Velaski pausa seus raciocínios um segundo e pensa: - Que lugar é esse? Nunca ouvi falar.

- Como vou achá-lo se você não tem contato com ele? - A voz de Velaski sai meio gaguejada.

- É uma cidade pequena. Se vire. Quem tem boca vai a Roma. - Disse ela sem muita esperança.

No dia seguinte Velaski entrava num ônibus enquanto era observado pela sua mãe, um ônibus com ndestino a morte certa.


Meu estilo narrativo

Ao longo dos anos, percebi que meu estilo de narrar RPG não se encaixava perfeitamente nas categorias mais comuns. Eu não sou exatamente um ...