Olá, amigos! Cá estamos nós de novo para relacionar o RPG e a estética de uma época. É particularmente curioso que, apesar de receber poucos feedbacks diretos sobre os artigos, eles têm tido um retorno em visualização muito acima da média. Tenho tomado isso como um sinal de que tem muita gente interessada tanto no tema RPG e Estética, quanto só em estética. Seja como for, continuarei escrevendo enquanto tiver assunto para falar e as visualizações seguirem dando um retorno positivo.
Os anos 2000 foi a "minha época de ouro" digamos assim. Portanto, será muito difícil falar dela sem que eu me envolva emocionalmente e a imparcialidade será algo muito difícil. Graças em grande parte a minha memória afetiva com o período, que eu criei o meu cenário de mistério e terror chamado de "O Sopro", o qual ainda não divulguei aqui mas o farei em breve. Como disse no primeiro artigo (o que deu início a todo esse palavrório improfícuo), ele se trata da junção elementos de low fantasy ao estilo Harry Potter com Terror e estética Y2K e frutiger aero (as quais veremos aqui), por conta de muito dos seus eventos-chave se passarem entre os anos de 1998 e 2006. Aquilo que eu apreciar bastante nos anos 2000, mas que nem de longe for algo representativo da década, mas apenas uma particularidade minha, tentarei suprimir ou, quando muito, mencionar nominalmente.
Os Anos 2000:
As estéticas dos anos 2000 recebem várias heranças dos 90, e passam por tantos tópicos diferentes que daria vários artigos desse. Mas tentarei me focar nos mais importantes. O grunge e o Y2K são estéticas herdadas dos 90 que têm uma sobrevida durante a primeira metade da década. O Y2K em especial, surge em 1999 com as expectativas quase sempre futuristas e trans-humanistas acerca do futuro.
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| Arte conceitual da minha próxima aventura datada em 2005. |
O teen pop e o post-Grunge:
Se a raiva postiça de classe-média do grunge já era uma decantação para lá de forçada do punk, o que o sucedeu, que foi o pop punk/post-grunge era ainda mais comercial, pop e decantado de qualquer raiva. Era muito mais um blá-blá-blá pseudo romântico alguns laivos de revolta juvenil, mas quase sempre maii focada em draminhas estilo revista Capricho. Na música vimos a emergência dos grande fenômenos teen da década, no pop, Britney Spears, no rock Avril Lavine. A música da Britney era um misto de romance teen, como a música faixa do filmezinho dela (Crossroads de 2002) "I'm not a girl, not yet a woman" e insinuações sexuais para as mais desinibidas. A música da canadense, por outro lado, era uma espécie de "rock nickelodeon", falando de coisas tipicamente femininas características das meninas entre 12 e 16 anos, mas que com carisma e pinta de boa moça, soava tão inofensivo que quase nenhum pai (até mesmo alguns evangélicos) viam problemas na filha usando gravata e calça cargo ao som de sk8ter boi. Na moda, elementos do grunge ganham tons mais escuros, mas predomina o padrão da moda tomboy, desleixada e elementos xadrez na vestimenta ou calças cargo de cintura baixa, que eu particularmente ainda acho bem legais.

a) Evanescence.
A rainha dos "trevosinhos", é claro, como não poderia deixar de ser, foi ela: Amy Lee. Sua banda foi a primeira a realmente se destacar e ganhar popularidade graças a conjunção de um rostinho bonito, uma voz poderosa (e bastante talento) e temas bastante maduros para jovens de 14 a 17 anos.
| Ouvir Going Under enquanto joga Vampiro: A máscara no cemitério! Quem nunca? |
b) Matrix e Anjos da Noite.
Intencional ou não, a saga Anjos da Noite trouxe um revival ao cenário World of Darkness. Não só a temática de vampiros e lobisomens abordada nos filmes era boa, mas também a estética gótica e mórbida. Lembro que logo assim que o primeiro filmes estourou minha turminha de 3D&T logo se assanhou para imprimir xérox enormes de Vampiro: A Máscara e não se falou ou jogou outra coisa durante algum tempo. A época combinava com um certo pessimismo trans-humanista e até mesmo pós-humanista, mas ao invés de neons e cyberpunk, havia um certo niilismo de fancaria e metáforas ao mundo digital. A época combinava ainda com tons escuros, e ninguém vai se esquecer da trilogia Matrix, que representava justamente a tentativa de fundir essa estética gótica, até um tanto noir, com cyberpunk e pós-humanismo. Toda a discussão sobre tecnologia, informática e a popularização da internet, que nos EUA aconteceu nos 90, mas no Brasil começa sua revolução a partir de 2003 no primeiro governo Lula, encontrou terreno fértil entre os "trevosinhos" e "trevosinhas" do período.
| Você e sua namoradinha chegando na escola. |
c) Demolidor: A síntese perfeita.
Apesar de em geral odiado, o filme "Demolidor" (2003), da Marvel Comics, hoje é visto mais como um instrumento de saudosismo e modelo de estética do período. Tinha tudo que a época representava. Como acho que já me alonguei demais nesse tópico (especialmente tendo tanto para falar), e como acho que imagens falam mais que palavras, deixo esse vídeo abaixo: Tirem suas próprias conclusões.







